Autoridades sul-coreanas realizam buscas nos escritórios locais da Apple, bem na véspera do lançamento do iPhone X

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Bandeira da Coreia do Sul

Vocês estão a fim de uma história que levanta um monte de pontos de interrogação? Pois aí está um exemplo clássico!

O jornal Metro informou que agentes e investigadores de alguns órgãos de regulamentação da Coreia do Sul entraram nos escritórios da Apple no país hoje pela manhã — na véspera do (possivelmente gigantesco) lançamento do iPhone X por lá. Por quê? Ninguém sabe explicar ao certo.

Na sede sul-coreana da Apple, os investigadores teriam feio perguntas aos empregados e executivos da Maçã sobre suas práticas de negócios no país — não se sabe, entretanto, se as autoridades confiscaram documentos ou outras evidências como parte da “coleta de dados”. Nenhuma justificativa oficial para a busca foi emitida, mas acredita-se que a ação tenha a ver com uma investigação, mantida há mais de um ano pelas autoridades locais, de possíveis práticas “injustas” de negócios entre a Apple e algumas fornecedoras e operadoras sul-coreanas.

Analisando os fatos superficialmente, talvez fosse fácil assumir que essa seria apenas uma investigação de rotina. Entretanto, alguns fatos vêm nos lembrar de que muito possivelmente o buraco é mais embaixo: em primeiro lugar, é bom notar que o lançamento do iPhone X na Coreia do Sul, marcado para amanhã, teve seu período de pré-venda marcado pela altíssima procura — ou seja, ao que tudo indica, o mais novo aparelho da Apple (e principal concorrente dos dispositivos das locais Samsung e LG) será um sucesso retumbante no país.

Há de notar-se, também, que as relações do notoriamente protecionista governo sul-coreano com as grandes corporações do país são muitas vezes vistas como, digamos, um pouco mais próximas do que se gostaria. Em dezembro passado, a então presidente do país, Park Geun-hye, sofreu impeachment após ser condenada por aceitar subornos de empresas nacionais; posteriormente, há alguns meses, um dos principais chefões da Samsung, Lee Jae-yong, foi condenado a cinco anos de cadeia por corrupção, incluindo pagamentos de suborno, desfalques e perjúrio.

Obviamente, seria leviano acusar de cara a Samsung (ou qualquer outra empresa sul-coreana) de estar influenciando o governo local a agir com truculência para cima da Apple com o objetivo de prejudicar as operações da empresa no país. Entretanto, considerando o histórico das relações entre a esfera pública e privada por lá, talvez seja bom para Tim Cook e sua turma dormirem com um dos olhos abertos.

Veremos como essa história há de se desenrolar…

via Cult of Mac

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