Brasileiros fazem sucesso com agência de imigração ao Canadá

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São Paulo – A crise econômica prejudicou muitos negócios brasileiros. Porém, quem soube olhar para as oportunidades criadas pela recessão conseguiu crescer – e muito – enquanto o resto do país passava por turbulências.

Foi o que aconteceu com os empreendedores Albert Abrantes e Francisco Zarro. Essa tendência foi responsável pelo crescimento de seu negócio: a agência de estudo no Canadá 3RA, que hoje ganhou contornos de preparação para brasileiros receberem o visto de residência no país.

A procura não é pouca: a 3RA atende 1.200 clientes por ano. Os 1.500 pacotes fechados anualmente possuem preços que vão de mil até 40 mil dólares. Para 2018, o negócio planeja entrar no mundo do franchising e crescer ao menos 20% seu número de clientes e faturamento.

Início de negócio, crise e expansão

Zarro chegou ao Canadá em 2003, para fazer um curso de pilotagem de aviões. Porém, as dificuldades do mercado o levaram a querer empreender. Foi então que Zarro conheceu Abrantes, que havia chegado ao Canadá em 1996, ainda criança.

Antes de se juntarem, Abrantes retornou ao Brasil e Zarro abriu negócios de outros ramos – como uma empresa de construção, por exemplo. Voltando ao Canadá, Abrantes criou uma empresa de festas para brasileiros em Vancouver e convidou Zarro a se juntar ao negócio.

Francisco Zarro e Albert Abrantes, da 3RADivulgação

A 3RA começou em uma pequena sala, após um investimento inicial de 10 mil dólares. “Mais ou menos por volta de 2011, nós de fato nos unimos e começamos a fazer os eventos para estudantes internacionais na região, principalmente brasileiros. Lidávamos muito com as escolas de inglês e faculdades de Vancouver, trabalhando em conjunto.”

Ao mesmo tempo, a esposa de Zarro, Celina Hui, tirou a licença canadense para cuidar de vistos e imigração e fundou sua própria empresa, chamada Immi Canada.

“Nós, uma empresa voltada a educação, estamos financeira e operacionalmente separados da Immi, mas funcionávamos no mesmo escritório. É uma sinergia: nós abrimos as portas da imigração, mas a parte prática da imigração é com minha esposa mesmo”, conta o empreendedor.

Desde o começo, a agência se posicionou com uma abordagem que chama de “360º”: o negócio oferece diversos serviços aos consumidores, desde oferecer apenas cursos intensivos de inglês até trabalhar em uma possível imigração por meio do ensino superior no Canadá.

São três pilares de serviços: Entertainment, Study e Visa. O Entertainment começou com as festas para estudantes internacionais, mas logo passou para eventos profissionais. O pilar foi perdendo força para os de estudo e visto de imigração e residência.

“Hoje, a gente mudou bastante. Quando abrimos a empresa, o que trazia os estudantes era algo diferente: fazíamos cinco festas por semana. Hoje, a maioria do nosso público é mais velho, com família, que quer saber como achar emprego ou fazer networking no Canadá.”

O negócio acompanhou mudanças legislativas no Canadá em julho de 2014, que dificultaram a obtenção de visto de trabalho para quem ia apenas estudar inglês no país. Além disso, foi beneficiado pela crise econômica brasileira e o êxodo da mão-de-obra.

“Tudo isso foi uma mudança grande para a gente e para nosso público-alvo. Nosso negócio foi muito requisitado para ajudar quem quer ir ao Canadá estudar e morar, e fomos firmando mais contratos com universidades, já que a educação superior é a maior porta de entrada para um visto de trabalho e, assim, para a imigração”, explica Zarro. “Se a pessoa quer imigrar sem passar pela educação, redirecionamos para a Inmi Canada.”

Mais de 70 instituições trabalham com a 3RA atualmente. O negócio atende 1.200 pessoas por ano, fechando 1.500 pacotes para o Canadá e, agora, também para a Irlanda. Os valores variam desde mil dólares, para um programa de curso de inglês em um mês, até 40 mil dólares, para um programa de ensino superior de dois anos. O negócio não abre valores absolutos de faturamento.

Para atender a demanda, a 3RA possui 45 funcionários e seis escritórios: Toronto e Vancouver, no Canadá; e Belo Horizonte, Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil. Desses escritórios, três são franqueados.

Funcionárias em escritório da agência 3RADivulgação

“Tivemos um investimento muito grande na padronização dos escritórios, contratando uma consultoria especializada nisso, e estamos na fase final do processo de abrir nosso negócio para o franqueamento”, afirma Zarro.

Em 2018, a agência quer abrir mais cinco escritórios franqueados – chegando, em cinco anos, a um total de trinta unidades. Com isso, espera crescer ao menos 20% em clientes e faturamento.

3RA (escritório franqueado)
Investimento inicial: de 80 a 200 mil dólares
Prazo de retorno: 24 meses


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