Conta de luz vai ficar mais cara neste mês. Entenda e economize

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São Paulo – A conta de luz ficará mais cara neste mês. Isso porque a bandeira tarifária adicionada na conta também será, assim como em outubro, a vermelha nível 2.

Além de ser a bandeira de nível mais alto no sistema criado em 2015, ela sofreu um reajuste excepcional de 43% nesse mês, passando de 3,50 reais para 5 reais a cada 100 kWh. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) busca tornar o novo valor da bandeira fixo, mas o pleito ainda depende de aprovação.

A bandeira vermelha nível 2 é adicionada na conta de energia elétrica como forma de gerar receita para que as empresas de energia possam cobrir custos com termelétricas, mais usadas em períodos de seca, como o atual.

A bandeira tarifária é única para todos os consumidores. Não importa o quanto você economize, ela ainda será adicionada à conta de luz, de forma separada de outras taxas. Ela só será mais alta caso o consumo de energia da família ultrapasse 100 kWh.

Antes das bandeiras, as variações que ocorriam nos custos de geração de energia, para mais ou para menos, eram repassadas no reajuste tarifário anual da distribuidora. Mas o argumento da Aneel era que esse repasse causava muitas variações nos índices aplicados às tarifas. Com as bandeiras, ele se tornou único e permite que o consumidor visualize melhor por que o preço da conta oscilou, diz a agência.

O problema, segundo Rafael Bomfim, representante da associação de consumidores Proteste, é que as oscilações de preço da conta ocorrem de forma repentina. “Seria melhor que esse ajuste fosse avisado com antecedência para que o consumidor possa planejar formas de redução do consumo”.

Veja abaixo simulação feita por Bomfim de qual será o impacto do reajuste da bandeira na conta de luz para cinco níveis consumo na cidade de São Paulo:

Consumo (kWh) Total da fatura sem reajuste Total da fatura com reajuste
100 R$ 54,16 R$ 55,95
200 R$ 108,32 R$ 111,89
400 R$ 256,33 R$ 264,79
500 R$ 320,42 R$ 330,99
347 R$ 222,37 R$ 229,71

A simulação não considera outras tarifas que vêm embutidas na conta, como juros por atraso no pagamento e contribuições para a iluminação pública, que são definidas por cada município.

A conta também não inclui eventuais compensações pagas pelas distribuidoras que reduzem a conta de luz, que são devidas quando as empresas não cumprem as metas de qualidade definidas pela Aneel.

Economize

Para reduzir o impacto do reajuste, resta tentar diminuir o consumo de energia em casa.

Como forma de consumir menos energia ao usar o chuveiro elétrico, a dica é tomar banhos mais curtos e selecionar a temperatura morna durante o verão.

Quem tem ar condicionado em casa não deve deixar portas e janelas abertas durante o tempo em que estiver usando o aparelho. Também é recomendado manter os filtros do aparelho limpos e diminuir ao máximo o tempo de utilização, colocando cortinas nas janelas que recebem sol de forma direta, como forma de reduzir o calor do ambiente.

Para controlar melhor o consumo de energia da geladeira, deixe a porta do eletrodoméstico aberta o tempo que for necessário, regule a temperatura interna do aparelho de acordo com o manual de instruções, nunca coloque alimentos quentes dentro do aparelho, deixe espaço para ventilação na parte de trás (não utilize a estrutura para secar panos, por exemplo) e não cubra as prateleiras. Também é indicado descongelar a geladeira e verificar o estado das borrachas de vedação regularmente para evitar a perda de eficiência do aparelho.

É ainda recomendado utilizar ao máximo a iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de cada cômodo da casa, além de pintar as paredes com cores claras para aumentar a eficiência da iluminação.

Segundo a Aneel, é melhor que as roupas sejam passadas de uma só vez. Elas devem ser separadas por tipo e é indicado começar pelas mais delicadas, que exigem uma temperatura menor do aparelho. Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra atividade, pois o aparelho consome bastante energia.

Ao viajar ou se retirar de casa por um tempo longo, retire os aparelhos da tomada para poupar energia, já que no modo stand by eles também têm impacto na fatura.

Para calcular o impacto de cada aparelho na conta de luz e verificar onde é necessário reduzir mais o consumo, é simples: basta verificar a potência de cada aparelho, multiplicar pelas horas de uso e dividir por mil. Depois, o resultado deve ser multiplicado pela tarifa de energia que vem na fatura.

Isso porque a tarifa não é única para todos os consumidores e varia conforme impostos municipais e estaduais (que representam quase metade do valor), encargos setoriais (cobranças extras usadas para custear órgãos do governo e financiar investimentos no setor), custos com aquisição de energia e faixa de consumo.


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