Google apresenta novos smartphones Pixel 2, laptop Pixelbook, novos fones sem fio Pixel Buds e muito mais em evento especial

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Nova família de dispositivos Google

E o Google veio com tudo hoje!

Num evento especial realizado em San Francisco, a empresa basicamente despejou novidade atrás de novidade em áreas que vão dos smartphones até câmeras inteligentes que você pode prender na sua roupa. Confuso? Talvez, mas os parágrafos a seguir vão esclarecer tudo. Eu juro.

Google Home Mini

Google Home Mini

A primeira novidade do dia foi uma versão reduzida do seu alto-falante inteligente. O Google Home Mini é, sob todos os aspectos, uma resposta ao Amazon Echo Dot — um dispositivo minúsculo, barato e bonitinho que você pode comprar em múltiplas quantidades para espalhar pelos quatro cantos da sua casa.

Com a Google Assistente e um microfone de alta performance embutido na sua parte de trás, ele promete ser um bom companheiro para perguntas e tarefas rápidas, bem como uma sessão despretensiosa de música; é possível conectá-lo, também, a alto-falantes que tragam suporte à tecnologia Chromecast Audio, embora não haja, aqui, uma saída de áudio de 3,5mm para conexões com fio.

O tecido que cobre a parte superior do Google Home Mini vem em três cores — preto, cinza ou vermelho. O dispositivo custa US$50 e já entrou em período de pré-venda, com o lançamento marcado para o dia 19 deste mês.

Google Home Max

Google Home Max

Antes tivemos a versão miniaturizada do Google Home; agora, como não poderia deixar de ser, temos a sua maximização — o Google Home Max é, além de tudo, uma resposta para lá de ambiciosa ao HomePod da Apple.

O foco do novo alto-falante é justamente a qualidade do áudio: segundo o Google, o Home Max pode gerar um som 20 vezes mais poderoso que o do Google Home tradicional; para isso, temos aqui dois woofers de 4,5 polegadas e dois tuners de 0,7 polegada.

Além disso, assim como o alto-falante da Maçã, o Home Max também traz tecnologias — aqui chamadas de Smart Sound — que detectam a configuração do espaço onde está situado e ajusta o som automaticamente de forma que a experiência sonora seja sempre a melhor possível. Ele ainda traz, para completar, tecnologias de aprendizado de máquina para complementar seu funcionamento — aumentando o som, por exemplo, ao detectar que uma máquina de lavar louças começou a funcionar, ou diminuindo pela manhã.

Por fim, temos aqui, também, a Google Assistente embutida e vários tipos de conexão, como Bluetooth, Cast e a velha entrada analógica de 3,5mm. O Google Home Max custará US$400 — US$50 a mais que o HomePod, diga-se — e virá com um ano de assinatura do YouTube Red quando for lançado, em dezembro nos Estados Unidos (também junto ao seu concorrente da Maçã).

Pixelbook (e Pixelbook Pen)

Há quatro anos, o Google apresentou o seu primeiro laptop, batizado de Chromebook Pixel. Infelizmente, nem mesmo sua qualidade de construção inigualável e especificações muito acima da média o salvaram do fracasso por conta do preço altíssimo e do Chrome OS, um sistema que, à época, ainda não tinha a mínima condição de competir num mercado tão borbulhante. Bom, a gigante de Mountain View espera que, desta vez, as coisas deem certo com o seu novo computador/tablet: o Pixelbook.

Google Pixelbook

Por ele ser um híbrido, vamos falar das suas duas faces. Como laptop, ele parece ser uma máquina formidável, com um corpo fino e leve de alumínio (1cm/1kg), tela de 12,3 polegadas com resolução Quad HD, teclado “suave” retroiluminado e bateria com duração de 10 horas que fornece duas horas de uso com apenas 15 minutos de recarga. São duas portas USB-C e uma saída de 3,5mm; em termos de especificações, temos processadores Intel Core i5 ou i7, até 16GB de RAM e até 512GB de armazenamento flash.

Basta girar em 360º a sua tela sensível ao toque, entretanto, para que o Pixelbook torne-se um tablet nos moldes do Microsoft Surface Pro. E, para complementar a experiência, temos a Pixelbook Pen, uma caneta desenvolvido em parceria com a Wacom que traz 10 milissegundos de latência e detecção de 2.000 níveis de pressão; tecnologias de aprendizado de máquina estão embutidas para o reconhecimento de escrita e outras tarefas.

Em termos de software, temos aqui o Chrome OS com total suporte à Play Store do Android; a Google Assistente, como não poderia deixar de ser, também está onipresente no sistema (até mesmo com um botão dedicado no teclado e integração com a stylus).

O Pixelbook, cuja pré-venda já inicia-se hoje, parte de US$1.000 pelo modelo com processador Core i5, 128GB de armazenamento e 8GB de RAM; o modelo mais caro, com processador Core i7, 512GB de armazenamento e 16GB de RAM, sai por US$1.650. A Pixelbook Pen, por sua vez, é vendida separadamente por US$100. Todos eles chegarão às prateleiras dos EUA no dia 23 de outubro.

Pixel 2 e Pixel 2 XL

A nova geração dos smartphones do Google, após vazar a torto e a direito na internet (até nisso a competição entre Google e Apple tá acirrada), finalmente está entre nós. O Pixel 2 e o Pixel 2 XL continuam com designs bem parecidos com as suas versões anteriores — como a polêmica traseira de vidro e alumínio —, mas também trazem algumas diferenças bem notáveis.

Smartphones Google Pixel 2 e Pixel 2 XL

Por exemplo: enquanto o Pixel 2 XL abraça de vez a tendência das bordas reduzidas, com sua tela P-OLED QHD de 6 polegadas, o Pixel 2 “comum” ainda traz as mesmas amplas bordas da versão anterior, com sua tela OLED Full HD de 5 polegadas. Ambos os smartphones trazem uma tecnologia chamada “Active Edge” que permite que o usuário “esprema” as bordas para uma série de funções, como ativar a Google Assistente ou disparar a câmera. Ah, e os dois aboliram de vez a saída para fones de ouvido. Eu ainda tenho mágoas da Apple por ter popularizado essa tendência.

Em relação à câmera, que já era um ponto fortíssimo do Pixel original: sabe aquela história toda de o iPhone 8 Plus ser considerado o melhor smartphone para fotos pela DxO Labs e depois ter que dividir a coroa com o Samsung Galaxy Note8? Bom, pode esquecer ambos: o Google anunciou orgulhosamente que os dois Pixel 2 têm, agora, o maior DxOMark já registrado em smartphones, com a pontuação 98. Mesmo com apenas um sensor (de 12 megapixels, com estabilização óptica) em ambos os modelos, os smartphones trazem tecnologias até então exclusivas a aparelhos com duas câmeras, como o Modo Retrato (aqui, como no iPhone X, também presente na câmera frontal). Como no modelo anterior, o Google oferece backup ilimitado das fotos e vídeos capturados no Pixel 2, em resolução máxima, no Google Fotos.

Dentre as outras novidades exclusivas para os Pixel 2, também, temos o Google Lens, tecnologia que identifica objetos no mundo real, e várias figurinhas AR para serem colocadas em cenários do mundo. Os smartphones também são calibrados para funcionarem com a nova versão dos óculos de realidade virtual Daydream View VR 2, que trazem lentes melhoradas e algumas mudanças no design.

Em termos de especificações, temos o processador Snapdragon 835 que equipa todos os smartphones topo-de-linha de 2017 (com exceção dos da Apple, é claro), bem como 4GB de RAM e 64GB/128GB de armazenamento. Os smartphones trazem o bom e velho sensor de digitais na traseira e têm especificação IP67 de resistência a líquidos e poeira. O software é o Android 8.0 “Oreo” e a bateria tem um sistema de carregamento ultra-rápido que promete fornecer 7 horas de uso com apenas 15 minutos(!) na tomada.

O Pixel 2 custa a partir de US$650, enquanto seu irmão maior sai a partir de US$850; ambos já estão em fase de pré-venda nos EUA e em alguns outros países. São três cores para o Pixel 2 — preto (Just Black), branco (Clearly White) e azul (Kinda Blue) — e duas para o Pixel 2 XL — preto (Just Black) e preto e branco (Black and White).

Pixel Buds

Sim, os AirPods têm um novo concorrente. Os Pixel Buds são fones sem fio como vários lançados ao longo do último ano, mas com uma diferença: em vez de serem totalmente wireless, eles têm um fio que liga apenas os dois lados da saída de áudio — a conexão com o dispositivo fornecedor de áudio é por Bluetooth, como de costume.

Google Pixel Buds

O recurso “matador” dos Pixel Buds é uma tecnologia impressionante de tradução que permite ao usuário manter uma conversa com outra pessoa falando um idioma totalmente desconhecido. As traduções suportam 40 línguas e chegam no seu ouvido com 1-2 segundos de atraso, mas infelizmente exigem que o usuário esteja com os Pixel Buds conectados a um smartphone Pixel (ou Pixel 2) para funcionar; quaisquer outros aparelhos não trazem suporte à tecnologia.

A superfície sensível ao toque dos fones também permite que se controlem aspectos como volume, pausa/reprodução e fim da chamada, bem como evocar a Google Assistente; estes recursos, entretanto, são exclusivos para smartphones Android. Usuários de iPhone ficam de fora de toda a brincadeira.

Em termos de bateria, os Pixel Buds suportam até 5 horas de reprodução, com a simpática case de tecido fornecendo mais 24 horas de carga. Os fones vêm nas mesmas três cores do Pixel 2 — preto, branco ou azul — e custam US$160 (mesmíssimo preço dos AirPods); eles chegarão ao mercado americano em novembro.

Google Clips

Ainda acompanhando? Eu sei que é bastante coisa, mas a novidade final do dia é a mais inesperada — e, sob vários aspectos, a mais curiosa. O Google Clips é uma pequena câmera, e nada mais que isso — não temos aqui uma tela ou nada do tipo, apenas a lente e um clipe para que você prenda o dispositivo à sua roupa ou a alguma superfície.

Google Clips

A ideia é que o gadget capture momentos importantes da sua vida de forma totalmente automática. Por meio de tecnologias de aprendizado de máquina, ela reconhece rostos e captura “motion photos” — clipes sem áudio de até sete segundos — automaticamente. O aplicativo mostra estes clipes e permite que você capture fotos estáticas em alta resolução de qualquer um deles, caso não precise manter o vídeo como um todo.

Um recurso interessante envia uma notificação ao smartphone do usuário quando a lente estiver bloqueada por qualquer elemento externo; também é possível disparar a câmera manualmente pelo botão incluído no hardware ou pelo aplicativo que a acompanha, que inclui um visor e outros controles mais específicos. Mesmo com toda essa conectividade, o Google Clips não transmite o conteúdo capturado a nenhum outro lugar que não o seu smartphone: é necessário conectar o bichinho ao seu aparelho (seja via cabo ou por Wi-Fi) para visualizar os clipes e selecionar aqueles que você deseja salvar.

O Google Clips custa US$250 e chegará “em breve” aos EUA; segundo a empresa, esta primeira versão é mais focada em pais de crianças pequenas e donos de bichinhos que queiram capturar momentos importantes deles. De acordo com a fabricante, ele funciona “melhor” com os smartphones Pixel, o Samsung Galaxy S7/S8 ou o iPhone 6 e superior.

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E aí, o que acharam das novidades? A Apple tem motivos para se preocupar em alguma delas? Deixem suas opiniões logo abaixo.

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