A Justiça que tarda e pode falhar no Massacre do Carandiru: 25 anos de impunidade

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Entre 2013 e 2014 o Tribunal do Júri de São Paulo condenou 73 PMs e policiais civis pelas mortes. Embora tenham sido sentenciados a penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão (e somam mais de 21.000 anos de tranca), os policiais nunca foram presos e aguardam o desfecho do caso em liberdade. Até que em setembro de 2016 três desembargadores do Tribunal de Justiça anularam os julgamentos. Ivan Sartori, o relator do caso, afirmou que "não houve massacre. Houve obediência hierárquica. Houve legítima defesa. Houve estrito cumprimento do deve legal”. Sua tese é que não houve individualização das condutas da PM, ou seja, o Ministério Público não teria conseguido provar quem fez o que no momento da ação. A decisão dos magistrados foi criticada por associações de juízes, promotores e por Cécile Pouilly, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos.

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