Rare não está interessada em visitar antigas franquias

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Ontem completou 15 anos da aquisição da Rare pela Microsoft e para muitas pessoas, aquele foi o início do fim para o tão adorado estúdio inglês. Com vários sucessos em seu portfólio, alguns fãs defendem que resgatar algumas franquias de sucesso poderia ajudar a mudar a imagem que o estúdios adquiriu ao longo dos últimos anos, mas para Craig Duncan, eles não estão dispostos a seguir por este caminho.

Não acho que seja ok apenas fazer os mesmos jogos que as pessoas adoravam antes, mas com gráficos, áudios e todas essas coisas atualizadas. Apenas refazê-los com a tecnologia disponível hoje em dia — isso não é a Rare,” defendeu o diretor sênior da desenvolvedora. “Penso que aquilo que a Rare é, é fazer o tipo de jogo que só a Rare faz.

Tipo, ninguém poderia fazer o Sea of Thieves da maneira como estamos fazendo o Sea of Thieves e acho que a menos que você tenha uma ideia absolutamente matadora, fantástica sobre como trazer de volta uma propriedade intelectual ou talvez uma das suas franquias e fazer algo novo com ela a partir de um paradigma de jogabilidade ou cenário que possa realmente ser genuinamente diferente e inovador, não acho que você pode apenas refazê-la. Acho que isso pode ser uma das piores coisas para a Rare fazer, para ser honesto.

Tudo bem, no papel a postura do executivo é muito bacana, mesmo porque ela vai pelo caminho que tanto defendemos, que é de termos jogos novos no mercado. O problema é que o comentário não é consistente com muitas atitudes tomadas pela Rare nos últimos anos.

A começar pela coletânea que eles lançaram para o Xbox One em 2015, onde temos justamente um apanhado de vários antigos títulos criados pela Rare. No entanto, o pior mesmo foram os anos em que o estúdio passou apenas criando joguinhos de esporte para o Kinect e avatares para serem utilizados pelos donos de um console da Microsoft. Eu não diria portanto que é isso o que a Rare sabe fazer.

Porém, há de se dizer que este Sea of Thieves realmente tem parecido bem interessante, mas me incomoda um pouco o tempo que tem demorado para o jogo ser disponibilizado. Por fim, eu não ficaria nem um pouco chateado se a Rare ou mesmo outro estúdio nos trouxesse remasterizações de títulos como Conker: Live & Reloaded, Perfect Dark ou Banjo-Kazooie, além é claro de um novo Battletoads. Mas pelo jeito…


DK Vine — The Kongversation 532 – Interview: Craig Duncan, Studio Head of Rare Ltd.

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