Javier Marías: “O mundo hoje é muito menos inteligente”

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O apartamento de Javier Marías, no movimentado centro de Madri, tem algo de santuário. É, mais do que nada, uma biblioteca habitada. E animada. O escritor vive sozinho, mas com a impressão de estar acompanhado por uma multidão de seres amigáveis. Talvez sejam os batalhões de soldadinhos de chumbo espalhados pelos móveis, ou as dezenas de pequenos homenzinhos sentados sobre os livros. Ou o olhar irônico de Juan Benet que se destaca entre as dezenas de fotos. Sem mencionar, é claro, os milhares de autores que povoam as prateleiras de madeira, e que olham com apreensão para Tintim e os moradores da Rue del Percebe, famosa história em quadrinhos espanhola. Tudo está meticulosamente organizado. Um refúgio perfeito para se proteger de um mundo que Marías (Madri, 1951) vê cada vez mais hostil e estúpido. Aqui, ao longo de 770 dias (que terminaram sendo 331 pelas interrupções, de acordo com sua agenda), o escritor definiu seu novo romance Berta Isla, que será lançado esta semana na Espanha pela editora Alfaguara – ainda sem data para lançamento no Brasil. Um romance a duas vozes, entre dois países e ao longo de três décadas. Escoltado por uma reserva de pacotes de cigarros, puxa um de sua cigarreira de couro e ouve a primeira pergunta soltando uma baforada.

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