Clarita, a mulher que ajudou 800 nazistas a fugir da justiça

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Clara Stauffer parece uma mentira. Mas não é. Com dinheiro, com energia, com contatos, com ideologia, com duplicidades − espanhola e alemã, nazista e falangista, esportista de competição e propagandista da opressão da Seção Feminina (braço do partido fascista Falange Espanhola), generosa com os seus e implacável com o restante da humanidade −, ela comandou de seu apartamento madrilenho uma rede clandestina que ajudou 800 criminosos de guerra a burlar a Justiça internacional a partir de 1945. O fervor por justiça, que foi diminuindo à medida que esquentava a Guerra Fria e esfriava a Segunda Guerra Mundial, chegou a salpicar a própria Clara, também conhecida como Clarita. Ela foi a única mulher que figurou na lista de 104 pessoas que o Conselho de Controle Aliado pediu em 1947 ao então ministro espanhol dos Assuntos Exteriores, Alberto Martín-Artajo, que fossem entregues para julgamento. Nem Clara, filha do diretor da cervejaria Mahou e íntima amiga e correligionária da dirigente falangista Pilar Primo de Rivera, nem nenhuma outra pessoa da lista foram entregues pelo regime de Franco, que protegeu alguns dos mais seletos membros da indústria de extermínio do Terceiro Reich, do croata Ante Pavelic ao belga Léon Degrelle.

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