Ensaio de Orquestra: Fellini acerta contas com caos sócio-político, por Wilson Ferreira

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Cinema

Em sua obra, Fellini sempre teve aversão ao tema da Política. Principalmente desde que conheceu a obra do psicanalista Jung: preferiu representar no cinema o eterno, o arquetípico e o inconsciente coletivo. Mas diante da turbulenta conjuntura política da Itália nos anos 1970, Fellini resolveu fazer um acerto de contas com a política no filme “Ensaio de Orquestra” (Prova d’Orchestra, 1978) – sobre as tumbas de papas e bispos em uma igreja do século XIII dotada de acústica perfeita, o ensaio de uma orquestra transforma-se em metáfora do caos sócio-político italiano naquele momento: os conflitos entre o maestro e a orquestra e dos músicos entre si. Fellini confronta o eterno e o arquetípico (a religião, a música e a História) com a fugacidade dos interesses políticos e individuais. E com uma sombria conclusão: diante do temor do futuro, sempre optamos pela manutenção do mesmo.

Ensaio de Orquestra (1978) talvez seja a obra menos conhecida de Fellini. O diretor sempre foi lembrado pelos seus melhores filmes mais distantes como A Estrada da Vida (1954), A Doce Vida (1960) e 8 ½ (1963). Naquele momento, muitos críticos consideravam que Fellini teria perdido o seu talento ou, no mínimo, não tivesse mais o que dizer.

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