Respire aliviado, robôs não farão a sua pizza tão cedo

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Há uma preocupação geral de que antes da SkyNet nos exterminar, os robôs irão tomar todos os empregos existentes. Especialistas acreditam que apenas os profissionais menos qualificados estão ameaçados a médio prazo, o que leva a propostas como a de Bill Gates para a criação de um imposto sobre robôs de modo a reduzir o impacto do desemprego no futuro.

Isso não quer dizer que robôs não aprenderão tarefas mais especialistas no futuro. Gamers já utilizam equipamentos robóticos para cirurgia melhor que cirurgiões e dada a precisão dessas máquinas, não é tão alienígena a possibilidade de automatizarmos o processo um dia. Redes neurais já são melhores em diagnósticos, e logo um autômato no consultório de clínica médica do SUS não será nada de outro mundo.

A questão principal é o nível de especialização e destreza dos robôs. Nós humanos somos bastante complexos, executamos uma série de movimentos com as mãos e braços que máquinas ainda não conseguem imitar. Ainda assim os pesquisadores tentam: o PRISMA Lab (Projects of Robotics for Industry and Services, Mechatronics and Automation e não a startup responsável pelo app de filtros), um laboratório de robótica e automação industrial de Nápoles, Itália está desenvolvendo um robô voltado a reproduzir movimentos humanos com precisão para tarefas especializadas.

O nome é auto-explicativo, Rodyman (Robotics Dynamic Manipulation).

Créditos: PRISMA Lab

A equipe do prof. Bruno Siciliano, doutor em Engenharia Eletrônica da Universidade de Nápoles trabalha há quatro anos e já consumiu US$ 2,9 milhões no projeto, focado principalmente em fazer o Rodyman aprender a fazer… pizzas. Segundo o líder do projeto essa é uma atividade que exige um alto nível de agilidade e destreza, e embora o robô seja capaz de lidar com os ingredientes adicionais selecionados ele ainda tem sérias dificuldades em lidar com a massa da pizza em si.

Abaixo o vídeo. Dica, ignore as legendas porque a tradução para o inglês é sofrível:

O objetivo final obviamente não é colocar um Panucci robô em cada pizzaria, mas de ensinar autômatos a lidarem com tarefas complexas que apenas a destreza humana ainda é capaz de cumprir. Pense numa máquina voltada a cuidar de idosos ou para manusear elementos perigosos e delicados. Os robôs hoje ainda não estão preparados para lidar com esse nível de detalhes e micro-movimentos sutis e essenciais, mas estamos cuidando disso.

A questão é: ainda vai demorar para vermos um robô bancando um pizzaiolo ou preenchendo qualquer outra vaga mais especializada, mas eu não apostaria que essa verdade permanecerá para sempre.

Fonte: ExtremeTech.

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