Fascismo, sexo e poder em "Tras El Cristal", por Wilson Ferreira

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Cinema

por Wilson Ferreira

Um filme com aura maldita e perversa. Quando exibido no Festival de Berlim, o seu diretor, o espanhol Agustí Villaronga, foi insultado e quase agredido por espectadores. “Atras El Cristal” (1986) acompanha um médico pedófilo nazista que, sentindo-se culpado pelas atrocidades cometidas nas experiências com crianças em campos de concentração, tenta um suicídio mal sucedido. Tetraplégico, junto com sua esposa e filha, foge para um casarão no interior da Espanha, preso a um bizarro pulmão de ferro que o mantém vivo. Até que aparece um rapaz soturno que se oferece como enfermeiro. Uma antiga vítima do carrasco procurando vingança? Seria um clichê hollywoodiano muito tranquilizador. Villaronga opta por caminhos bem incômodos – a perversa conexão psíquica entre sexo e o fascínio pelo poder, a violência irracional que esconde sempre um desejo alienado e a metáfora de como a sociedade pode ser lentamente seduzida pelo ardil do fascismo.

"O sexo liga as pessoas nos primeiros tempos, mas o que mantém o interesse, a longo prazo, entre elas, é o poder" (Chiang Ching)

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