Horror por terra, mar e ar

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Imagino que na guerra aparece toda a geografia emocional do ser humano, o melhor e o pior, mas suponho que a sensação que protagoniza esse panorama sinistro é o medo de perder a vida, o próprio medo, a dor, o de ficar incapacitado para sempre por dentro ou por fora, de perder tudo de bom que recebeu da existência. E esse pavor não é controlável ou suportável nem com muito álcool, muitos sedativos, muitas anfetaminas ou substâncias que não me surpreenderia que os exércitos tenham fornecido ancestralmente a seus soldados para incutir coragem. Como são imorais os filmes que glorificam as façanhas bélicas sem que apareça a sujeira, os espasmos, a vertigem, o desespero e o terror. Você pode ter esquecido o argumento posterior em O Resgate do Soldado Ryan, mas é impossível não lembrar o que acontece com a tropa nos primeiros trinta minutos do desembarque na Normandia. São homens em situação limite, mesmo que na batalha atuem com coragem ou fujam, sobrevivam ou sejam condenados à própria sorte, avancem ou fiquem paralisados, sejam solidários ou só se preocupem com salvar a própria pele.

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