Marlon James: “Bob Marley foi visto por alguns como um revolucionário perigoso”

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“Meu trabalho é descrever da mesma maneira um tiroteio e um beijo”, diz o escritor jamaicano Marlon James (Kingston, 1970), que vai participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2017). James garante que sua obra tem mais de jornalismo que de literatura. Mas não deixa de ser curioso que ele considere seu bisturi narrativo tão frio e preciso quando as 800 páginas de Breve História de Sete Assassinatos, romance ganhador do prêmio Booker e publicado no Brasil pela editora Intrínseca, são um vulcão que cospe frenesi, violência, sensualidade e corrupção. Tem a verve infecciosa e sufocante daquelas histórias do subdesenvolvimento onde a vida não vale nada. Mas é uma verve que também recebe as chibatadas de um escritor obcecado com o rigor documental e a técnica investigativa que herdou de sua mãe, que era detetive.

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