A golden era do rap de Belo Horizonte é agora

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Em Belo Horizonte, a movimentação cultural acontece principalmente no centro da cidade. E é nessa região que o hip hop, assim com outras expressões, floresce. Quem mora na cidade e quer curtir um rap, já sabe onde colar: existem os picos tradicionais, tipo e a , além da Eazy C.D.A. , Chris e . Boa parte da galera costuma produzir suas faixas em estúdios como (do DJ Giffoni) e , que trabalham essencialmente com artistas de rap e colaboram para definir a estética do rap mineiro.

CoyoteBeatz. Foto: Gabriel Cabral/VICE

O beatmaker e produtor também agita a cena. Ele produz beats e grava vários artistas da cidade. Muitas coisas se concretizam por iniciativa do Coletivo Original GE (Heresia , com uma espirituosa capa em que o rapper aparece duplicado, homenageia o clássico Clube da Esquina (1972). Lançado em março deste ano, já pode ser considerado um dos melhores e mais comentados álbuns de rap de 2017.

Clara Lima. Foto: Gabriel Cabral/VICE

Clara Lima tem 18 anos e deu seus primeiros passos como artista nas batalhas de rimas improvisadas no início de 2014. Venceu a seletiva mineira para a Liga Feminina de MC's, e, desde então, vem se destacando por onde passa. É integrante do coletivo Mina No Mic. No último ano, lançou seus primeiros singles: "Sonho de Criança", "Infância" e "Não é a Solução", produzidos por Sérgio Giffoni.

CoyoteBeatz. Foto: Gabriel Cabral/VICE

CoyoteBeatz iniciou sua carreira como beat maker na música eletrônica. Progressivamente, começou a trabalhar em faixas com uso de samples, citações e material de sonoplastia, aproximando-se do campo da trilha sonora. Dono de um sólido histórico de trabalhos na cena hip hop nacional e internacional, o músico registra parcerias com nomes como Emicida, Akua Naru, The Underachievers, Cachorro Magro, Rashid e Grupo Giramundo.

FBC. Foto: Gabriel Cabral/VICE

Fabrício FBC, nascido e criado na região metropolitana de BH, é um dos maiores campeões do Duelo de MCs e transita por vários coletivos da cidade, gerando frutos importantes como o projeto Mestre Sem Cerimônia, do coletivo Família de Rua. "Encardido como os prédios de BH", assim ele define o próximo trabalho solo, intitulado BH Estado da Mente. Seus trabalhos anteriores são os EPs Caos e Stand By.

Hot Apocalypse. Foto: Gabriel Cabral/VICE

Hot Apocalypse é MC e marionetista, vai do rap ao teatro de bonecos. Neto do artista plástico Alvaro Apocalypse cresceu em meio ao universo do teatro de bonecos dentro do Grupo Giramundo Teatro de Bonecos, fundado por seu avô. Em meados de 2009 conheceu o Duelo de MCs e começou a atuar na cena. Em 2013, lançou o EP Borboletas Não Morrem. Além do rap e do teatro de bonecos Hot é articulador do Sarau 'Vira Lata', movimento literário itinerante que roda há quatro anos pelas ruas da capital mineira.

Oreia. Foto: Gabriel Cabral/VICE

Gustavo "Oreia" é MC e participante ativo dos saraus e duelos de Belo Horizonte. Improvisa desde os 13 anos. Hoje, aos 24, já se apresentou em São Paulo, Distrito Federal, Bahia, e ganhou diversas batalhas do Duelo de MCs. Oreia é idealizador do Coletivo Zandra, que produz eventos culturais na cidade. Pé do Ouvido, seu primeiro EP, saiu em 2016.

Clara Lima no festival Sonora. Foto: Divulgação.
Os MCs do Família de Rua. Foto: Pablo Bernardo/Divulgação
Douglas Din no Duelo de MCs. Foto: Pablo Bernardo/Divulgação
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