Jane Austen, uma estrela de rock literária

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É possível pensar que a única “verdade universalmente reconhecida” sobre Jane Austen quase começa e termina na famosa frase do início do seu livro Orgulho e Preconceito, aquele pressuposto irrefutável de que “um homem solteiro com fortuna deve estar procurando uma esposa”. Dia 18 de julho comemora-se o bicentenário da morte da autora britânica aos 41 anos, uma escritora cuja fama póstuma e dedicados seguidores a transformaram em uma espécie de estrela de rock literária, um ícone cultural que desperta agitadas paixões. Seus leitores dedicados desenvolvem com ela uma intimidade peculiar e sentem um estranho esnobismo ou direito de propriedade que poderia ser resumido em um “não toquem na minha Jane” ou “esse bando de fãs bregas realmente não entende a obra dela”. O debate inflamado sobre a “leitura correta” das obras, sua popularização ou transformação em um produto pop e equivocadamente superficial, é algo tão clássico quanto as roupas de corte imperial que vestem suas heroínas nas recorrentes adaptações cinematográficas e televisivas de seus seis livros. Já disse Virginia Woolf que “qualquer pessoa que tiver a ousadia de escrever sobre Jane Austen é consciente de que há 25 homens idosos que vivem na cidade de Londres que se ressentem de qualquer dúvida sobre sua genialidade, como se fosse uma afronta à castidade de suas tias”.

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