Teve protesto e luz desligada, mas a reforma Trabalhista passou no Senado

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Na última terça-feira (11) o destino do trabalhador brasileiro estava em pauta. Na abertura da votação da reforma trabalhista (PLC 38/2017) no Senado Federal. Senadoras da oposição protestaram contra a medida numa tentativa quase desesperada de barrar esse que deve ser o maior legado do governo Temer.

Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice da Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO) tomaram as posições do presidente do Senado e assistentes da mesa diretiva impedindo a continuidade da votação do texto da reforma.

"Qual o problema de o projeto voltar de novo para a Câmara? As principais prejudicadas com essa reforma trabalhista são as mulheres. São as empregadas domésticas, as mães que não vão ter mais lugar salubre de trabalho, é a questão do menor salário. É isso que vai acontecer", disse Gleice Hoffmann.

Depois do protesto, o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) suspendeu a sessão por tempo indeterminado. A decisão foi tomada depois que a senadora Fátima Bezerra, que conduzia os trabalhos, se negou a dar o assento da presidência da sessão a Eunício, como informa a Rede EBC. Eunício mandou desligar o microfone e as luzes do Senado, deixou o plenário e disse que a votação seria retomada "quando a ditadura permitir".

A suspensão durou quatro horas, sob acordos entre governo e oposição. O senador José Medeiros (PSD-MT) recolheu assinaturas de parlamentares com o objetivo de ingressar no Conselho de Ética contra as senadoras como quebra de decoro por parte das parlamentares.

A votação foi retomada por volta das 18h40 com a mesa diretora ainda ocupada pelas senadoras da oposição. Eunício se sentou no canto da mesa e comandou a retomada dos trabalhos. Em menos de uma hora, a reforma trabalhista foi aprovada pela maioria dos senadores: 50 votos a favor, 26 contra e 1 abstenção.

A lei que estipula a reforma trabalhista, no entanto, deverá sofrer alterações via medidas provisórias estipuladas por Temer. No entanto, qualquer MP tem validade de apenas 120 dias e as medidas deverão, depois disso, voltar à Câmara dos Deputados. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, já informou que irá barrar qualquer alteração no texto da lei aprovada inicialmente na Câmara.

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