Tudo o que sabemos sobre o caso do adolescente que teve a testa tatuada à força

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Na tarde de sábado (09), as redes sociais brasileiras ficaram em polvorosa por conta dum com um adolescente sendo tatuado com os dizeres "eu sou ladrão e um vacilão" na testa. Enquanto o tribunal da internet atuava, os compartilhamentos prós e contra cresciam, além duma enxurrada de memes.

O conteúdo dos vídeos e das imagens mostra um garoto com os pés amarrados, o cabelo cortado e sendo tatuado com os dizeres "eu sou ladrão e um vacilão" na testa, por Maycon Wesley Carvalho. O rosto de Maycon não aparece no vídeo, nem o do pedreiro Rodrigo Moreira, que o acompanhava.

As ações ocorreram na sexta-feira (08), após dois homens que moram no centro de São Bernardo do Campo (SBC), em São Paulo, alegadamente avistarem o adolescente de 17 anos furtando uma bicicleta. O tatuador Maycon Wesley Carvalho e o pedreiro Rodrigo Moreira de Araújo então teriam levado o menor para a pensão em que moram e como punição, tatuaram o jovem à força.

Em entrevista ao Domingo Espetacular, o garoto confessa que recebeu outros tipos de ameaça e que não reagiu a ação por medo. Logo após o ataque, amigos do adolescente o reconheceram na rua e o levaram até a casa de seus familiares.

Perplexa, a família do menor prestou queixa no 3º Distrito Policial de SBC, negou que o menor tenha cometido qualquer crime e declarou que ele estava desaparecido desde 31 de maio deste ano. Antes do sumiço, o jovem estava sendo acompanhado por conselheiros tutelares do Centro de Apoio Psicossocial (CAPS). No depoimento, a família revelou o adolescente é usuário de drogas e possui problemas mentais, como informa o portal G1.

Maycon e Rodrigo foram presos em flagrante na tarde de sábado, após o mandado de prisão preventiva emitido pela Vara Civil de São Bernardo do Campo (SBC). Eles responderão pelo crime de tortura e exposição vexatória de menor de idade.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o coletivo se organizou desde que o caso veio à tona, para uma 'vaquinha' virtual que custeasse a remoção da tatuagem. A página tem sofrido ataques e ameaças de usuários no Facebook, por causa da arrecadação. Em nota, o coletivo afirma que a meta de R$ 15 mil do crowdfunding foi superada e os recursos serão direcionados ao garoto e sua família.

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