A jornada de dois brasileiros na maior feira de games do mundo

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Leonardo Batelli e Henrique Alonso sempre tiveram um desejo de ir pra E3. Quem não quer ver de perto alguns jogos que só vão aparecer daqui a alguns meses e ter a experiência de estar na principal feira de jogos do mundo? Nesse ano, o sonho desses dois desenvolvedores brasileiros finalmente vai virar realidade.

"Estou realizando um sonho de infância que nunca pensei que alcançaria um dia", disse Alonso em entrevista à VICE. "Todo ano eu paro tudo para poder acompanhar as transmissões e as notícias. Agora [que vou para lá], estou bastante ansioso!", explicou Batelli.

Leia mais: Os truques e macetes para curtir o melhor da E3 2017

Só que eles não estão indo só como fãs, já que a paixão que eles têm pelos joguinhos fez com que eles fizessem seus próprios games hoje em dia. Alonso é um dos responsáveis por Ninjin: Clash of the Carrots, que vai participar do evento The MIX (Media Indie Exchange), uma feira paralela à E3 2017 criada para apresentar futuros jogos independentes pra imprensa global.

"Vai ser meio difícil deixar de ter a oportunidade de acompanhar o evento 100% como fã para dar prioridade aos negócios, mas, ao mesmo tempo, nosso lado profissional está igualmente empolgado", falou o desenvolvedor. Isso não quer dizer que ele não vá fazer de tudo para dar um pulo no showfloor e tentar jogar nem que seja alguma novidade. Ele fala que, por exemplo, quer muito jogar o aguardado Mario Odyssey para Nintendo Switch.

Já Batelli também vai estar no The MIX, só que representando o jogo de realidade virtual Pixel Ripped 1989. Além disso, como produtor do estúdio Bad Minions, que está desenvolvendo o jogo de ação Alkimya: Memories of the Last Alchemist, ele vai pra E3 com a missão de tentar fechar parcerias com alguma produtora para melhorar a qualidade da produção do game. "Trabalhamos demais este ano completamente focados na E3", contou.

A E3 pode até ser a maior feira de games, mas vamos combinar que, para quem é um desenvolvedor independente, ela não é lá muito atrativa. Afinal, todos os holofotes vão estar nos grandes lançamentos e anúncios de games de orçamentos milionários. "Estamos indo por conta da nossa seleção pro The MIX e dificilmente iriamos sem um grande motivo como esse", confessou Alonso.

Os dois desenvolvedores já participaram de outros eventos internacionais, como a PAX, Game Developers Conference e até Tokyo Game Show, só que E3 é E3 não é mesmo? Pelo seu histórico e importância no mercado em geral, por mais que não possa dar tanta visibilidade para jogos menores, a feira tem uma aura especial. "É legal ver o trabalho que admiramos de perto, mas é ainda mais especial poder levar o seu game para lá, seja para exibir, seja para fazer negócios", disse Batelli.

Participar de uma E3 é um momento especial para qualquer pessoa que cresceu acompanhando a feira de games e hoje trabalha na área. Principalmente para desenvolvedores fora do eixo América do Norte-Europa-Japão, essa sensação dificilmente vai mudar. Sorte é a deles que, além de vivenciar uma experiência sem igual para quem curte joguinhos, ainda vão poder mostrar o próprio jogo para outros apaixonados.

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