Tim Cook fala sobre HomePod, Apple ajudando em casos de terrorismo e mais em entrevista

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Tim Cook HomePod Bloomberg

É normal, depois de um evento, a Apple vir a público para falar dos seus novos projetos, softwares, hardwares e mais. Logo após a keynote de abertura da Worldwide Developers Conference (WWDC) 2017, ontem, Tim Cook foi entrevistado pela Bloomberg, que soltou diversos vídeos e publicações com os relatos do CEO da Maçã.

Confira aqui os destaques:

HomePod

HomePod Bloomberg

Assim como acontece sempre que um novo produto é anunciado, Cook estava bastante animado durante a entrevista, afirmando que todos iriam se surpreender com a experiência proporcionada pelo HomePod.

A repórter Emily Chang perguntou ao CEO da Maçã por que as pessoas prefeririam obter um desses em vez do Amazon Echo ou do Google Home, e a resposta foi baseada no que vimos no evento:

A Apple é uma empresa que se preocupa profundamente com a música e quer oferecer uma ótima experiência de áudio em casa. Nós sentimos que nós reinventamos isso na área do player portátil e sentimos que podemos reinventá-lo também no ambiente caseiro.

Depois de falar bastante sobre a ótima qualidade do áudio, Cook explicou que há — é claro — algumas outras funções além de funcionar como alto-falante, isto é, tudo o que já sabemos de cor que a Siri faz. Quando incitado pela entrevistadora, ele afirmou que há planos de implementar mais recursos para o aparelho, mas que não poderia revelar ainda.

Quando Chang lhe perguntou sobre o tempo de criação, Cook disse que foram “vários anos” — segundo este vídeo , exatos quatro anos. Ou seja, quando planejaram originalmente o HomePod, nenhum outro havia sido lançado ainda. O argumento, como sempre, foi de que a empresa se importa mais em ser a melhor do que a primeira.

Cook também citou brevemente algumas novidades anunciadas ontem como o iOS 11 e como o framework ARKit poderá contribuir com as iniciativas de realidade aumentada da Apple.

Confira o vídeo:

Apple ajudando em ataques terroristas

Ainda no papo sobre o iOS 11, Chang perguntou sobre se a segurança e a privacidade teriam aumentado ainda mais no novo sistema, principalmente devido ao crescimento no número de ataques terroristas. Cook, bastante abalado, iniciou falando que sente muito por todos que tiveram que passar por isso e que o Reino Unido, para a empresa, é como um país vizinho, já que a Apple possui muitas operações e empregados por lá.

Em relação mais especificamente ao sistema, Cook disse que a curadoria da App Store sempre foi bastante bem-sucedida em manter afastado o discurso de ódio, apps que poderiam ajudar nesse tipo de ataque, etc. Além disso, ele afirmou que a empresa ajuda sempre governos no que for possível.

Nós cooperamos com o governo do Reino Unido — não só na aplicação da lei, mas em alguns dos ataques; não posso falar em detalhes sobre isso, mas quando temos informações e eles já tiverem passado pelo processo legal, não apenas damos, mas nós o fazemos muito, muito prontamente.

Talvez já prevendo certos comentários sobre criptografia dos dados dos usuários, Cook ainda lembrou que “criptografia não significa que não há informações. Provavelmente existem metadados; e metadados, se você estiver juntado informações para um perfil, são muito importantes”.

Eis o vídeo desta parte:

Donald Trump

Aproveitando que já estava na presença do CEO da Apple, Chang aproveitou para abordar a relação de Cook e da empresa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele recentemente decidiu retirar o país do Acordo de Paris e causou alvoroço no mundo inteiro. Como isso afeta também a Apple, o próprio Cook já expressou seu descontentamento. Nesta entrevista, ele reafirmou sua opinião em relação ao presidente:

Ele decidiu errado. Não é do melhor interesse dos EUA o que ele decidiu. Não se tratava de não querer aconselhar sobre algo que achamos que pudéssemos ajudar, mas sobre ter um ponto de vista que achávamos que deveria ser ouvido; estou fazendo este último. Não consigo imaginar uma situação em que eu não faria o último, porque acho que é do interesse da América fazer assim, e, antes de tudo, eu sou americano.

Confira o vídeo:

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Assim como esta, é possível que outras entrevistas e posicionamentos apareçam pela mídia nos próximos dias, reverberando todos os detalhes que foram anunciados ontem (ou não). Acompanharemos.

via 9to5Mac, TechCrunch, CNBC

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