Três são presos acusados de ligação com o atentado em Manchester

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O homem suspeito de realizar o pior ataque terrorista na Inglaterra na última década foi identificado como Salman Ramadan Abedi, de 22 anos. A bomba, detonada num show da Ariana Grande em Manchester na noite de segunda-feira, deixou 22 mortos e 64 feridos. Foi o pior atentado no país desde que quatro homens-bomba atacaram o metrô e ônibus de Londres em 2005, matando 52 pessoas.

O Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque na manhã de terça, mas ainda não se sabe se Abedi estava trabalhando com mais alguém. Três homens foram presos no sul de Manchester numa suposta ligação com o ataque, e um rapaz de 23 anos que seria Ismail Abedi — irmão de Salman — passa por interrogatório.

O que sabemos sobre as vítimas

Enquanto a investigação continua, as autoridades disseram já ter identificado todas as vítimas. Até agora, os nomes de 11 pessoas que morreram na explosão foram divulgados. Elas são: Georgina Callander, 18 anos; Saffie Rose Roussos, 8; Olivia Campbell, 15; Alison Howe, 45; Nell Jones, 14; Kelly Brewster, 32; John Atkinson, 26; Lisa Lees, 47; Martin Hett, 29; Marcin Klis, 42, e Angelika Klis, 40. Muitas das vítimas hospitalizadas estão em estado grave.

A bomba supostamente continha porcas e parafusos para gerar o máximo de ferimentos. Muitos dos feridos teriam fragmentos de metal no corpo.

"Eles apresentam o tipo de ferimento que você esperaria em termos do tipo de dispositivo usado e a proximidade do explosivo. Estamos lidando com lesões em órgãos vitais, com membros amputados, possivelmente, e estamos lidando com estilhaços nos corpos", disse Jon Rouse, chefe da Health and Social Care Partnership da Grande Manchester, a BBC.

A viagem do suspeito à Síria

Abedi nasceu na Inglaterra de pais imigrantes líbios. Ele era um de quatro irmãos e cresceu na área da Grande Manchester. Abedi frequentou a escola em Manchester e entrou para a Universidade Salford em 2014, onde estudou administração até largar o curso, informou o Telegraph.

A secretária de Estado para Assuntos Internos do Reino Unido, Amber Rudd, disse na terça que Abedi fez várias viagens recentemente para a Líbia e era conhecido dos serviços de segurança. Rudd não revelou mais nenhuma informação. O ministro do Interior francês forneceu mais detalhes, revelando que as autoridades inglesas disseram a seu escritório que Abedi tinha provavelmente visitado Líbia e Síria, e tinha ligações comprovadas com o ISIS.

"Hoje só sabemos o que os investigadores britânicos nos informaram: alguém de nacionalidade britânica, de origem líbia, que logo depois de uma viagem para a Líbia, e provavelmente para a Síria, se radicalizou e decidiu realizar o ataque", disse Gerard Collomb à estação de TV francesa BFMTV.

Reino Unido coloca o nível de ameaça em "crítico"

A primeira-ministra Theresa May aumentou o nível de ameaça do Reino Unido de severo para crítico, significando que as autoridades acreditam que outro ataque é iminente. Como parte desse nível de ameaça, o exército britânico mobilizou 800 tropas do país sob a Operação Temperer para apoiar as forças policiais.

Vazamentos da inteligência norte-americana

A identidade de Abedi foi divulgada pela mídia dos EUA horas antes das autoridades inglesas confirmarem a informação oficialmente. Numa entrevista à rádio BCC na quarta, Rudd disse que achou essa situação de pouca ajuda.

"É irritante quando [informação] é liberada de outras fontes e fui muito clara com nossos amigos que isso não deve acontecer de novo", disse Rudd sobre o vazamento na comunidade de inteligência norte-americana.

Tradução: Marina Schnoor

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