Uma mãe foi condenada a uma pena maior que réus da Lava-Jato por roubar ovos de páscoa

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Ela roubou cinco ovos de páscoa

Divulgação Ela roubou cinco ovos de páscoa

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Uma mulher que possui três filhos menores de 12 anos – um deles, com 20 dias de vida, vive com ela em uma cela – está presa em Pirajuí, no interior de São Paulo, por ter roubado ovos de páscoa e 1 quilo de peito de frango de um supermercado em 2015.

Ela, que foi presa em flagrante, está detida em uma cela superlotada na ala materna do presídio.

Agora, a Defensoria Pública de São Paulo acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para pedir a sua liberdade.

A moça foi condenada a três anos, dois meses e três dias de regime fechado.

A sentença supera a imposta a, ao menos, sete condenados na Operação Lava-Jato, a maior em termos de combate da corrupção na história do Brasil.

“Quando da prolação da sentença, o magistrado de primeiro grau aumentou a pena base sob o ‘fundamento’ de que a ‘culpabilidade é intensa’. Ora, estamos analisando um furto de OVOS DE PÁSCOA E PEITO DE FRANGO!”, escreveu a Defensoria na petição, segundo o jornal Extra.

De acordo com a publicação, o órgão diz que a pena é “absurda” e que, apesar do comportamento “condenável”, a detida não gerou perturbação social, violência nem dano ao patrimônio do estabelecimento, que logo recuperou as mercadorias furtadas.

Dos pelo menos sete condenados na Lava-Jato que possuem sentença mais branda que a da dona de casa, cinco recorrem em liberdade e um cumpre prisão domiciliar. São eles:

Antônio Carlos Pieruccini: condenado a três anos por envolvimento na operação montada pelo doleiro Alberto Yousseff para operar empresas de fachada e movimentar recursos oriundos de desvios na Petrobras. Ele recorre em liberdade.

Faiçal Mohamed Nacirdine: condenado a um ano de prisão por operar instituição financeira irregular por meio de contas de empresas fantasmas. Ele é ligado à doleira Noelma Kodama, condenada a 18 anos de regime fechado.

Maria Dirce Penasso: condenada por corrupção passiva a dois anos e um mês de prisão. Ela é mãe de Noelma. Também recorre em liberdade.

João Procópio Prado: ligado a Yousseff, foi condenado a dois anos e sete meses. Ele era proprietário de escritório em São Paulo que gerenciava contas do doleiro no exterior. Cumpre a sentença em prisão domiciliar.

Juliana Cordeiro de Moura: condenada a dois anos e dez dias de reclusão. Ligada a Noelma, era dona de empresa de fachada no Brasil e de contas off-shore no exterior. Recorre em liberdade.

Rinaldo Gonçalves de Carvalho: condenado por corrupção passiva, recorre em liberdade da pena de dois anos e oito meses de prisão. Ele operava o esquema de Noelma em empresas fantasmas.

Ediel Viana da Silva: condenado a 3 anos de prisão. Foi permitido a ele prestar serviços comunitários e pagar cinco salários minímos a empresas filantrópicas para atenuar a sentença, porque colaborou de forma informal com as investigações. Foi preso por facilitar o transporte indevido de dinheiro ou emprestar seu nome à abertura de empresas de fachada de Carlos Habib Chater. É mais um que responde em liberdade.

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