Mais de 70 dias sem comer para que Erdogan lhes devolva o emprego

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Semih dava aulas em uma escola primária de um vilarejo da província de Mardin, no sudeste do país. Nuriye era professora da Universidade Selçuk, na Anatólia Central. Em setembro passado, seus caminhos se cruzaram por causa de decretos leis por meio dos quais o Governo anunciava que, juntamente com milhares de outros funcionários, eles seria afastados de seus empregos e submetidos a uma investigação por supostos vínculos com o movimento político-religioso Fethullah Gülen, com o qual o Executivo muçulmano turco manteve uma aliança durante anos, mas que agora é acusado de ser uma organização terrorista e de ter orquestrado a tentativa de golpe de Estado de 15 de julho de 2016. “Fui investigada, e até agora não encontraram nenhuma prova de que eu tenha qualquer relação com os gülenistas. Mesmo assim, em janeiro me comunicaram que eu estava demitida”, afirma Nuriye Gülmen. “No meu caso, não me informaram nenhum motivo para minha demissão, mas creio que tem a ver com a minha participação em greves e manifestações convocadas pelos sindicatos”, acrescenta Semih. “Não houve nenhum processo judicial, nem fomos acusados de crime algum. Foi uma decisão ministerial”, continua. É a mesma situação vivida pelos mais de 100.000 funcionários públicos que foram expurgados pela Administração desde o ano passado, aos quais se somam mais de 30.000 afastados de seus postos que ainda aguardam investigação.

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