O que aconteceu com a revolução da realidade virtual?

Photo of O que aconteceu com a revolução da realidade virtual?
Facebook
VKontakte
share_fav

Esta matéria foi originalmente publicada no Waypoint.

Eu desembolsei US$ 800 pra descolar um HTC Vive no ano passado. Hoje, eu nem uso direito.

Com certeza, os primeiros meses com ele foram incríveis. Todos os jogos eram interessantes, mesmo os mais forçados, que existiam só porque eram em realidade virtual. O meu headset era sempre o centro das atenções nas festas, especialmente porque a maioria das pessoas nem estava ligada que VR estava de volta.

Depois de usar o Oculus Rift pela primeira vez por alguns minutos, passei de cético para fã dos acessórios de realidade virtual. O clímax dessa época foi quando eu usei controles de movimento, e tudo fez muito sentido – era um novo jeito de ver e interagir com as coisas. Fiquei genuinamente empolgado com as novidades que essa tecnologia traria pros games. E honestamente, ainda estou!

O problema é que não tem muito game pra jogar. Também não ajuda o fato que Resident Evil 7, a melhor razão para investir em um headset de PlayStation VR, estragou a brincadeira (e eu espero que a exclusividade do jogo acabe em breve). O jogo era uma prévia de um futuro em que jogos grandes eram adaptados pra realidade virtual de uma forma essencial pra jogabilidade. RE7 é um bom jogo de terror que é melhor ainda em VR. Mas não existem muitos jogos como RE7. O mais comum são jogos pequenos e, apesar de interessantes, experimentais.

Dei uma olhada na lista de jogos de VR da Sony, divulgada quando o headset foi lançado, e quase tudo já foi lançado. Onde está o próximo Resident Evil 7? Por que Outlast 2 não tem suporte para VR? Talvez isso seja fundamental pros jogos de terror a partir de agora.

Todas essas dúvidas pipocaram na minha cabeça hoje depois que recebi uma cópia de Farpoint, um jogo de tiro de ficção científica de realidade virtual. Ainda não tive a chance de jogar, mas teoricamente, era exatamente o que eu estava procurando (dedos cruzados, galera). Os aparelhos de VR precisam de novidades urgentemente.

Tudo bem que a E3 não está muito longe. É possível que a Sony e outros desenvolvedores estejam escondendo um baú de jogos de VR que serão lançados a partir do meio do ano. Mas é bom lembrar também que a empresa Oculus decidiu não participar do evento com um estande nesse ano, e a companhia não mostrou sinais de que repetiria a apresentação de novos jogos – mesmo porque a apresentação de 2016 deu ruim e a empresa tenta fugir dos holofotes desde quando Palmer Luckey, dono da Oculus, demostrou apoio a Donald Trump). Já o Vive… bom, o Vive tá lá isolado, cuidando da vida. Talvez em breve saberemos de novos jogos pro Vive? (Risos)?

Eu ainda acredito na grande promessa da realidade virtual, mas as empresas precisam lembrar que a disputa não é mais pelo hardware mais poderoso, mas pelos melhores jogos. Só assim será possível convencer mais gente a entrar na onda, ou acalmar a ansiedade daqueles que já entraram.

Siga a VICE Brasil no , Twitter e Instagram.

ver Vice Brasil
#realidade virtual
#revolução
#waypoint