Crítica: ‘Alien: Covenant’ | Se dê ao respeito, senhor Ridley Scott

Facebook
VKontakte
share_fav

Asseguram que quando o talento é verdadeiro, não se extingue, pode sofrer crises passageiras, mas a qualquer momento recupera seu esplendor. Não há dúvida de que Ridley Scott possui talento, mas é lamentável que começou sua obra de forma genial (não é o mesmo que talento) e que, depois de realizar sucessivamente três obras-primas, essa genialidade desapareceu. Esta teoria é comprovável. Vejam ou revisem uma maravilha estética com fundo enigmático e perturbador chamada Os Duelistas, o cinema ainda mais poético que noire como Blade Runner, ou a obra-prima, tensa e arrepiante, chamada Alien, o Oitavo Passageiro, e reconhecerão que não estou exagerando. Este senhor estaria nos altares da história do cinema se tivesse fechado seu legado com esses três filmes extraordinários. Depois fez coisas com muito mérito, corretas no geral, chamativas e ocas, exercícios marcados pelo querer e não poder, mas o estado de graça concedido por deuses caprichosos e sábios desapareceu há 35 anos.

ver El País
#crítica filmes
#crítica
#alien
#filmes
#michael fassbender
#ridley scott
#sagas filmes