O dia em que Peter Moore, ainda na SEGA, chutou o pau da barraca

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Em breve Peter Moore deixará a indústria de games, passando a assumir o cargo de CEO do Liverpool, clube inglês para o qual sempre torceu. Mas antes de fazer isso, o sujeito decidiu revelar alguns detalhes sobre a sua passagem pela SEGA e um episódio em especial merece ser contado.

Depois de ter deixado a Reebok em 1998 para aventurar-se nos games, assumindo o comandou o departamento de marketing da SEGA por alguns anos e coube a Moore a dura missão de anunciar a morte do Dreamcast e o consequente abandono da empresa do ramo de fabricação de consoles. A partir de então ele precisava criar parcerias com companhias que antes eram suas concorrentes, mas a desconfiança de que a SEGA estava ficando para trás passou a o incomodar.

Moore então decidiu criar um grupo de discussões com jovens onde eles deveriam associar diversas companhias do ramo a parentes e ali descobriu que a molecada via a SEGA como uma espécie de “Vovô dos games”, uma empresa que costumava ser legal, mas que eles nem lembravam o porque. Com a gravação da reunião nas mãos, o executivo foi ao Japão e lá aconteceu o seguinte:

Yuji Naka, Naka-san, o criador do Sonic, estava na sala. Num bom dia, ele e eu tínhamos uma relação de amor e ódio. Então lhes mostramos isso, estava legendado em japonês e quando chegou a essa parte, ele simplesmente bateu as mãos na mesa e disse, ‘Isso é ridículo! Você os fez dizer isso. A SEGA é uma grande marca, ninguém jamais diria isso. Você falsificou!’ Então disse ao tradutor, ‘Diga a ele para ir se f****.’ E então o pobre rapaz olhou para mim e disse, ‘Não há uma expressão para isso em japonês.’ Eu lhe disse, ‘Sei que existe.’ E foi isso. Aquela foi a última vez em que coloquei meus pés lá.

Aquela reunião deixou Moore muito mal, pois além de ter sido acusado de falsificar a pesquisa que havia feito, ele passou a achar que alguns figurões estavam segurando o avanço da SEGA, entre eles o próprio Naka e Yu Suzuki, criador da série Shenmue.

Para Peter Moore, o caminho seria a empresa buscar jogos voltados para o público adulto, assim como a Rockstar estava fazendo com o Grand Theft Auto III e olhando para o cenário atual, hoje ele acha irônico uma das franquias da SEGA com melhor desempenho comercial ser justamente a Yakuza.

Não que eu ache que o Peter Moore tenha apenas acertado desde então, mas o fato é que logo depois ele deixou a SEGA para transformar o Xbox 360 em um grande sucesso e na EA também obteve alguns resultados muito bons. Quanto a SEGA… bom, acho que basta perguntar aos fãs da empresa se eles sentem saudade da época em que ela era uma das editoras/desenvolvedoras mais respeitadas da indústria.

Fonte: GamesIndustry.

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