Guerra das Malvinas segue viva 35 anos depois: quase 23.000 ainda recebem pensão pelo conflito

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“Quem não salta é traidor!”, gritavam os argentinos nas arquibancadas durante o jogo da sua seleção contra o Chile, disputado em 23 de março no estádio do River Plate. Passaram-se 35 anos da guerra contra o Reino Unido pelo controle das ilhas Malvinas, e os argentinos não esquecem o apoio que a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) ofereceu a Londres durante o conflito. Por isso, sempre que podem recriminam os chilenos por aquela colaboração, e o futebol é um cenário habitual para a emergência de velhos rancores. Acontece que há poucas coisas sobre as quais os argentinos estão todos de acordo. E uma delas é assumir, como uma verdade sem matizes, que as Malvinas são argentinas. A partir daí se abrem múltiplos caminhos, mas não há dúvidas a respeito desse mantra que as crianças repetem na escola desde pequenos, e os grandes defendem como uma causa nacional. Os argentinos, seja como for, não se esquecem. Passaram-se 35 anos da guerra. As Malvinas continuam sendo Falklands nos mapas ingleses, e a diplomacia está em ponto-morto. Na Argentina restam a memória popular e o relato dos ex-combatentes, que são muitos. Hoje, 22.700 argentinos recebem uma pensão do Estado por causa do conflito – muitos deles eram ainda adolescentes durante a guerra. Mas, como se trata da Argentina, a cifra fornecida pelo ANSES (órgão estatístico oficial) não está isenta de polêmica. Por que 22.700, se 14.000 soldados passaram pelas ilhas?

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