Lenovo corrige presepada e revive a marca Motorola

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A Motorola Mobility, a divisão de dispositivos móveis comprada pelo Google em 2011 e repassada à Lenovo em 2014 nunca deixou de existir (por enquanto), mas o mesmo não pode ser dito da marca Motorola. A matriz chinesa, em um lampejo de insensatez exterminou a mesma para dar lugar à insossa “Moto by Lenovo”, sob pretexto de que por ser vindo utilizada há algum tempo seria mais facilmente reconhecível.

Agora, um ano depois a Lenovo percebeu a burrada e voltou atrás, reativando a marca Motorola.

Durante uma entrevista concedida no domingo durante a MWC 2017, o presidente da Motorola Mobility Aymar de Lencquesaing admitiu com todas as letras que abrir mão de uma marca reconhecida mundialmente, que por anos foi sinônimo de telefonia móvel como “uma tolice”. Pombas eles lançaram o DynaTAC, criação de Martin Cooper e o primeiro celular da história, que não dependia de um carro para funcionar; a primeira ligação analógica celular foi feita por Cooper em 1973, já o DynaTAC 8000X, o primeiro modelo comercial chegou às lojas em 1984.

O executivo afirmou que agora a companhia “tem uma clara visão” de como eles deveriam posicionar seus produtos no mercado e por causa disso, a marca Motorola renascerá das cinzas. A intenção da Lenovo é utilizar o DNA legado de outrora para reposicionar seus produtos no mercado em destaque, da forma como o Google fez entre 2011 e 2014: Mountain View pegou uma empresa que tinha uma péssima imagem quanto ao pós-venda e a transformou em uma referência em Android, ameaçando a Samsung no mercado dispositivos de de entrada e intermediários.

Cabe agora à Lenovo fazer seu trabalho bem feito, entregando dispositivos de qualidade e utilizar a marca Motorola sabiamente. E os planos para 2017 já estão bem alinhados: de Lencquesaing revelou na entrevista que a Motorola, como já informado antes será a marca única de dispositivos móveis globalmente (embora a Lenovo ainda mantenha a linha ZUK na China) para conquistar o consumidor e tornar a marca conhecida em todos os cantos.

A estratégia da Motorola será investir a princípio no Moto Z e nos Moto Snaps, que adicionarão um diferencial aos aparelhos mas não serão, nas palavras do executivo o principal motivo para a compra de um smartphone (vide LG G5). Durante a MWC foram anunciados novos Snaps, desde um com carregamento wireless e outro para gamers com controles físicos; a Amazon por sua vez está desenvolvendo um com a Alexa, sua assistente virtual embutida.

Já os smartwatches… bem, de Lencquesaing admite que o Moto 360 vendeu muito bem, mas os números não foram suficientes para justificar o investimento contínuo na linha. O que ele disse foi exatamente o seguinte:

“Eu não quero fazer um produto apenas por fazer, porque precisamos seguir com a linha.”

Isso posto a Motorola abandonou planos de novos reloginhos espertos ao menos por enquanto. Uma pequena equipe de engenheiros continuará trabalhando nisso mas como a companhia não conseguiu enxergar muito uso prático nos produtos, não veremos novos smartwatches Moto por um tempo.

E em tempo: na próxima terça-feira a Motorola lançará a linha Moto G5 no Brasil, e estaremos presentes no evento trazendo as principais informações. Fiquem ligados.

Fonte: CNET.

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