ResearchKit ajudando a Medicina: médicos apresentarão estudo de epilepsia realizado em conjunto a app para Apple Watch

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Aplicativo EpiWatch

Quando a Apple apresentou o ResearchKit, há menos de dois anos, sua intenção era que o SDK1 trouxesse melhorias para o estudo de doenças e problemas médicos — e, com isso, fosse possível pesquisar com mais propriedade paliativos ou curas para estas enfermidades. Já tivemos alguns exemplos de sucesso da iniciativa, e agora vemos mais um: médicos apresentarão um extenso estudo sobre epilepsia que só pôde ser realizado por conta do ResearckKit e de um aplicativo para Apple Watch criado a partir dele.

Aplicativo EpiWatch

Na 69ª reunião anual da Academia Americana de Neurologia, que está acontecendo em Boston (nos Estados Unidos), um grupo de médicos apresentará suas conclusões acerca de um estudo realizado com 598 pacientes de epilepsia que foram monitorados ao longo dos últimos meses pelo aplicativo para Apple Watch EpiWatch, criado pela empresa de saúde Johns Hopkins a partir do ResearchKit.

O estudo cobre principalmente as razões que fazem os pacientes terem convulsões, os chamados gatilhos. As pessoas que participaram do teste foram orientadas a, todas as vezes em que sentissem uma convulsão chegando, abrir o aplicativo para que ele gravasse seus batimentos cardíacos e movimentos por dez minutos. Ao fim do período de pesquisa, mais de 1.500 convulsões foram registradas e as informações — combinadas com uma breve pesquisa após a convulsão na qual o paciente relatava algumas características do ocorrido — possibilitaram aos neurologistas juntar conclusões interessantes.

Por exemplo, o estresse foi de longe o gatilho mais comum para as ocorrências: aproximadamente 37% das convulsões foram causadas por este fator, enquanto a falta de sono foi a causa principal em 18% dos pacientes; menstruação em 12%; e esforço excessivo em outros 11%. A pesquisa conseguiu ainda separar os casos em diferentes grupos, como pacientes com trabalhos de período integral/desempregados e deficientes físicos, por exemplo, aumentando mais a sua precisão.

De acordo com um dos autores do estudo, o neurologista Gregory Krauss, “os dados coletados ajudarão os pesquisadores a entender melhor a epilepsia e ajudarão os pacientes da doença a manterem um histórico das suas convulsões”. O profissional acrescenta ainda que o objetivo principal do estudo é fazer com que os dispositivos vestíveis ajudem os pacientes a conviver com a epilepsia e permitir que eles se preparem melhor no prospecto de uma convulsão.

E aqui, senhores, temos um dos mais nobres exemplos de aplicação da tecnologia: ajudar realmente as pessoas a viverem melhor.

[via MacRumors]

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