Ser gay é ilegal na Índia, mas isso não vai parar essas drag queens

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Esta matéria foi originalmente publicada na as lentes do cineasta Judhajit Bagchi: "Mesmo alguns simpatizantes da comunidade LGBTIQ sentem que tudo bem ser LGBTIQ, desde que você não seja exagerado. Eu sei o que eles querem dizer — querem dizer drag", ele disse. Ele disse a Judhajit que seu drag representa "o homem gay efeminado, a lésbica masculina... que ainda são amplamente mantidos no ostracismo", mesmo dentro da comunidade LGBTQ.

Considerando a ascensão assustadora da homofobia na Índia, pessoas como Harish, Alex, Sudipto, Nilay e outras estão usando o drag para ajudar a subverter a ideia de que papéis de gênero são binários e sexualidade é algo rígido, num país tentando conciliar tradições profundamente enraizadas e nossa era moderna global. "É extremamente importante entender que só por ser um homem de salto alto e vestido dançando e cantando, isso já é um ato político", disse Sudipto. "Mas tem um grande processo criativo por trás disso, um talento real. Seria legal ver as pessoas se focando nisso também."

A homossexualidade ainda é crime na Índia — em julho de 2009, um tribunal de Deli descriminalizou atos homossexuais privados e consensuais prescritos pelo Artigo 377; aí, em dezembro de 2013, a Suprema Corte indiana os criminalizou de volta. Em fevereiro passado, a Suprema Corte ouviu argumentos contra a constitucionalidade da lei, mas em julho decidiu não reexaminar a validade do Artigo 377.

Essas idas e vindas indicam a natureza ainda polêmica dos direitos LGBTQ na Índia. Mas seja Alex em drag palestrando em conferências de prestígio, Sudipto desafiando fronteiras de gênero em suas apresentações, ou Harish apontando o ódio mesmo dentro da comunidade LGBTQ, parece que chegou a hora do drag na Índia.

Revati Upadhya mora em Goa, Índia, e escreve sobre culinária, viagens, cultura, direitos das mulheres, saúde e estilo de vida.

Alex Mathew (como Mayamma). Foto cortesia de Alex Mathew.

Tradução do inglês por Marina Schnoor.

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