Brady x Ryan, Lady Gaga, Trump: as atrações do Super Bowl 2017

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Atlanta Falcons e New England Patriots decidem, neste domingo, a partir das 21h (horário de Brasília) a 51ª edição do Super Bowl, em Houston. Como sempre, a final da NFL, a principal liga de futebol americano, será um espetáculo grandioso, que para os Estados Unidos e atrai milhões de fãs em todo o mundo. O maior protagonista será, mais uma vez, o quarterback dos Patriots, Tom Brady, que baterá o recorde de participações no Super Bowl – e, claro, terá a mulher Gisele Bündechen na torcida. Ele terá pela frente outro grande jogador: Matt Ryan, que buscará o seu primeiro título e o da equipe de Atlanta. O show do intervalo também é cercado de grande expectativa, ainda mais no agitado momento político que os Estados Unidos atravessam com o início do mandato de Donald Trump. Abaixo, os motivos que fazem deste Super Bowl imperdível:

Pentacampeonato ou título inédito

A tradição pode dar certo favoritismo ao New England Patriots. A equipe de Massachussetts possui quatro troféus (2001, 2003, 2004 e 2014), enquanto o Atlanta Falcons lutará para conquistar o primeiro título de sua história. Quando Brady estreou pelos Patriots, em 2000, a franquia havia participado de apenas duas finais, sem nenhum título. Desde então, transformou-se em uma potência da NFL – esta será sua nona final. O Atlanta Falcons, por sua vez, disputa o Super Bowl pela segunda vez. Na primeira, perdeu para os Denver Broncos, em 1998.

Tom Brady, do New England Patriots, após a derrota

Tom Brady, do New England Patriots, após a derrota (Elsa/Getty Images/VEJA)

Tom Brady x Matt Ryan

O Super Bowl tem como protagonistas os dois quarterbacks (os lançadores ou “cérebros” do time). De um lado, Tom Brady, um veterano de 39 anos, tetracampeão do Super Bowl e um dos maiores da história. Do outro, Matt Ryan, um talentoso jogador de 31, vivendo o grande momento de sua carreira e em busca do primeiro título. Os dois não entram no clima de rivalidade. Brady revelou ter boa relação com o adversário desde quando Ryan atuava pela Universidade de Boston, cidade onde Brady mora.“A gente meio que manteve contato ao longo dos anos. Sempre lhe mando mensagens ao longo da temporada e vice-versa”, contou Brady à rádio WEEI. “Tenho muito respeito por Matt, gosto dele como pessoal, jogador e líder.”

Dicas da família Manning

Tom Brady (à esq.) cumprimenta o rival Peyton Manning após a vitória do Denver Broncos na final de conferência

Tom Brady e Peyton Manning

Mas não é apenas com Brady que Matt Ryan tem trocado mensagens. Em entrevista à ESPN americana, o jogador do Atlanta Falcons revelou ter pedido dicas aos irmãos Peyton e Eli Manning, antigos carrascos de Brady. O já aposentado Peyton venceu o quarterback dos Patriots em duas das três finais de conferência que disputou, uma pelo Indianapolis Colts (2007) e outra pelo Denver Broncos (2016). Já o caçula Eli derrotou o ídolo dos Patriots nos dois Super Bowls que defendeu o New York Giants (2008 e 2012). Segundo Matt, porém, as mensagens foram mais de auto-ajuda como “confie em si mesmo”.

Show do intervalo

Caberá à cantora Lady Gaga a responsabilidade de animar o público no Super Bowl LI. Famosa por suas apresentações extravagantes, a artista de Nova York prometeu fazer um dos shows do intervalo mais marcantes de todos os tempos e o momento político do país pode ajudar. Gaga é uma das principais opositoras públicas do presidente Donald Trump e já adiantou, em entrevista coletiva, que mandará recados. “Creio na inclusão com todas as minhas forças. Tenho que passar uma mensagem sobre o que acredito para este país, que é ser uma nação de amor, empatia e amabilidade.”

A cantora Lady Gaga realiza protesto contra o republicano Donald Trump, na cidade de Nova York - 09/11/2016

Lady Gaga realiza protesto contra Donald Trump em cidade de Nova York (Dominick Reuter/AFP)

Donald Trump

Além de Lady Gaga, os principais atletas do Super Bowl também foram questionados sobre o primeiro mês de mandato do presidente Donald Trump, especialmente Tom Brady. O astro dos Patriots mantém amizade com o bilionário, para desgosto de Gisele Bündchen. Recentemente, porém, Brady disse que seguiria uma sugestão da esposa e não falaria mais sobre política. E manteve sua posição neutra nas entrevistas prévias ao Super Bowl. A cervejaria americana Budweiser, porém, botou lenha na fogueira das discussões sobre imigração. A empresa pagará uma fortuna para divulgar durante o Super Bowl um comercial no qual exalta sua origem – foi criada por um imigrante alemão.

Icônico show em Houston

No mesmo estádio, em 2004, ocorreu uma das mais controversas apresentações do Super Bowl. No intervalo da partida entre os próprios Patriots e Carolina Panthers, Janet Jackson e Justin Timberlake subiram ao palco. Ao final da música Rock Your Body, de Timberlake, o cantor puxou a parte superior da fantasia de Jackson, expondo o seio da cantora. A televisão americana cortou rapidamente a câmera do palco, mostrando uma visão aérea do estádio, e o episódio repercutiu negativamente.

Duelo entre pai e filho

O encontro entre Patriots e Falcons terá uma rivalidade familiar, fora do gramado. Dante Scarnecchia, coordenador de linha ofensiva (basicamente os jogadores que protegem o quarterback) da equipe de Massachussetts, duelará contra o próprio filho, Steve Scarnecchia, assistente do técnico dos Falcons, Dan Quinn.

Magnata dos Falcons

A história dos Falcons mudou completamente em 2002, quando a franquia de Atlanta foi comprada por Arthur Blank, um bilionário do estado da Geórgia, que fez fortuna com empresas de material de construção. Naquele momento, o time não chegava nem sequer aos playoffs havia três anos. Desde a injeção de investimento, a equipe foi às fases finais por sete vezes, e a primeira ao Super Bowl (segunda de sua história). O magnata, cuja fortuna está estimada em 3,3 bilhões de dólares (cerca de 10 bilhões de reais) segundo a revista Forbes, prometeu levar mais de 500 funcionários dos Falcons para a final em Houston, com ingressos pagos pela equipe.


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