Análise da base de iPhones ativos nos EUA comprova: popularidade dos modelos Plus está em alta e a Apple terá trabalho com a próxima versão

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iPhone original e iPhone 7 lado a lado

A firma especializada em pesquisa de mercado Consumer Intelligence Research Partners (CIRP) divulgou hoje [PDF] uma análise dos resultados financeiros da Apple divulgados nesta semana, e dentre as partes mais interessantes está uma profunda análise sobre a base de iPhones ativos nos Estados Unidos. Com ela, podemos tirar algumas conclusões importantes sobre o estado atual da linha mais lucrativa e importante da Apple e quais as suas expectativas para o futuro.

Gráfico da CIRP de iPhones em uso nos EUA

Primeiro, aos números absolutos: são aproximadamente 132 milhões de iPhones ativos hoje nos EUA. Destes, os recém-lançados iPhones 7 e 7 Plus já consistem em 19% do total (25 milhões), enquanto os 6 e 6 Plus ainda representam a maioria dos aparelhos em solo americano: são 51 milhões de unidades, ou cerca de 38%.

É bom notar que, embora os iPhones 7/7 Plus tenham tido uma penetração imediata superior aos 6s/6s Plus no ano anterior — no levantamento passado, os 6s então recém-lançados representavam 17% do total —, ele ainda fica bem atrás dos recordistas absolutos iPhones 6/6 Plus, que, em dezembro de 2014, já arrebataram 30% da base de iPhones ativos (o que pode explicar o fato de estes modelos ainda representarem a maioria dos aparelhos no país).

Apesar de os números não serem desanimadores, um fator pode colocar uma pressãozinha extra na Apple na tarefa de projetar o próximo iPhone: conforme diz a pesquisa, uma porção significativa dos donos de iPhone nos EUA hoje — mais de 50% — tem um aparelho lançado do fim de 2014 em diante. Com o (já comprovado) aumento no ciclo de renovação de smartphone do usuário médio, será um desafio para a Maçã fazer um “iPhone 8” (ou seja lá qual for seu nome) que tenha atrativos suficientes para chamar a atenção desta clientela que, muito provavelmente, ainda está deveras satisfeita com seus aparelhos de dois anos ou menos.

Mudando um pouco de assunto, é interessante constatar a popularidade crescente dos aparelhos grandes. Sim, Steve Jobs errou nessa: enquanto a proporção de iPhones “Plus” era de 25% na pesquisa do ano passado, este ano eles já representam 35% da base ativa — um aumento significativo e que não dá sinais de desacelerar. Seria a bateria maior, a câmera dupla ou as mãos das pessoas que estão crescendo? O fato é que a tendência da tela grande veio pra ficar, gostemos ou não.

[via Apple World Today]

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