Quase dois anos após pré-venda, empresa desiste do “revolucionário” drone Lily e fecha as portas

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Lily

Em meados de 2015 nós falamos do Lily, o drone com uma proposta revolucionária. A ideia era simples, porém fantástica: bastava você colocar um rastreador no bolso ou no pulso, jogar o Lily para cima e pronto, ele se encarregava de filmar tudo para você utilizando justamente o rastreador como referência. De forma resumida, lá em 2015, fomos apresentado a um dos primeiros drones autônomos do mercado.

Lily

É claro que o projeto fez um sucesso enorme e empresa conseguiu levantar um bom dinheiro com a pré-venda do produto (mais especificamente, US$34 milhões provenientes de cerca de 60 mil pré-compras). Mas, por incrível que isso possa parecer, nenhuma das pessoas que pagaram pelo Lily receberá o produto.

Em uma carta aberta, os fundadores da empresa explicaram que não foram capazes de conseguir uma nova rodada de investimento (eles já tinham conseguido levantar US$14 milhões numa primeira rodada) para tirar a produção do papel e começar a fabricar os drones. Assim, estão fechando a empresa e tomando as medidas cabíveis para que todos os clientes recebem os seus devidos reembolsos.

Depois de *muitos atrasos* e até mesmo de um programa beta para alguns poucos clientes testarem protótipos do drone, a produção em massa do Lily estava marcada para novembro de 2016 (as primeiras unidades seriam entregues em meados de dezembro). Neste período, enquanto o Lily não saía do papel, outros concorrentes como Hover, Phantom, Inspire e Mavic (com a mesma característica autônoma) vieram com tudo.

Sem querer julgar os fundadores do Lily — mas já julgando —, com quase US$50 milhões em caixa (pré-venda + investimento), me parece que estamos diante de um caso de incompetência com uma boa pitada de irresponsabilidade. Quando abriram a pré-venda, a imagem que eles passaram para o público era de que o projeto já estava praticamente pronto e que era uma questão de tempo até que as primeiras unidades fossem entregues. Mas não, eles utilizam a pré-venda como uma forma de financiamento coletivo para, aí sim, desenvolver o produto. Deu no que deu — não é à toa que um procurador do distrito de San Francisco entrou com um processo acusando a empresa de propaganda enganosa e práticas comerciais desleais. Ou seja, o prejuízo ainda vai aumentar.

Uma pena…

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