Sociedade deve responder por chacina em Manaus

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Justiça
Brasileiros estão cada vez mais entorpecidos por um “sentimento de vingança” que “retroalimenta sua participação na barbárie”
Jornal GGN - A chacina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), de Manaus, que chocou os brasileiros esconde um crime muito maior e praticado pela Justiça, Estado e a própria sociedade brasileira. A ponderação é do pedagogo e defensor dos direitos humanos, Ruivo Lopes, no artigo a seguir para o Brasil de Fato.
Atualmente o Brasil mantém 656 mil encarcerados e encarceradas. Lopes ressalta que o aumento vertiginoso do encarceramento em massa no país - só perdendo para os Estados Unidos, reflete uma sociedade "cada vez mais entorpecida por um sentimento de vingança, anestesiada diante da gravidade de que em se tratando de mortes que ocorreram sob a guarda do Estado, ela também é responsável". Ao confundir justiça com vingança, ela está "legitimando e retroalimentando sua participação na barbárie".
No momento da rebelião o Compaj tinha 1.224 detentos, embora sua lotação seja de 454. "É inaceitável, negligente e, portanto, criminosa a narrativa de que presos organizados em grupos dominem, rivalizem e promovam tantas mortes horríveis no seio de instituições inertes que pertencem ao sistema de Justiça e Segurança Pública brasileiros", reforça Lopes, completando que, por mais seletiva (e portanto injusto) que o sistema de Justiça seja no Brasil, onde pessoas negras e pobres são regra nos presídios, esse poder fracassou como "um anteparo da barbárie", necessitando urgentemente responder pela tragédia.

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