Pimentel busca filho no réveillon com voo oficial: ‘Normal’

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Alvo de um processo que pode cassar seu mandato, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), desfruta cada momento no cargo. Logo no primeiro dia de 2017, ele usou um helicóptero oficial do estado para buscar o filho no luxuoso Escarpas do Lago, condomínio localizado no município de Capitólio (MG), na região Sul de Minas. Vídeo registra o momento da chegada do governador: de camisa, calça jeans e óculos escuros, ele beija e abraça o filho e, em seguida, senta-se ao lado dele na aeronave.

Após o vídeo viralizar nas redes sociais, Fernando Pimentel recorreu à sua página no Facebook na manhã desta segunda-feira para dar explicações. Disse que viajou no último domingo com a intenção de passar o dia com o filho, que havia passado a virada de ano na casa de amigos. O passeio, porém, teve de ser interrompido sob a justificativa de que o filho estaria passando mal.

“Ainda no vôo de ida, ele [o filho] comunicou-se comigo, dizendo que não se sentia bem, e perguntava se não me incomodaria voltar mais cedo com ele para BH, em vez de almoçar lá. Obviamente, eu concordei e voltamos juntos, logo após o pouso, ainda pela manhã. Ou seja, nenhuma novidade, nada ilegal ou irregular”, escreveu Pimentel.

Também na publicação no Facebook, o governador disse que os ataques contra ele fazem parte de uma “campanha insidiosa” de um pequeno setor da oposição. Em nota, a assessoria do governo de Minas Gerais afirmou que o “decreto 44.028/2005, assinado pelo então governador Aécio Neves, prevê a utilização de aeronave oficial por parte do Chefe do Executivo em deslocamentos de qualquer natureza”. “Desde 2005, portanto, e com respaldo legal daquela norma, são registrados voos em aeronaves oficiais nos deslocamentos de governadores mineiros acompanhados de familiares”, disse a assessoria.

Fernando Pimentel é o principal alvo da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que apura esquemas ilegais que teriam favorecido a sua campanha eleitoral de 2014, quando se elegeu governador. Segundo as investigações, empresas teriam pago vantagens ilegais durante o período em que ele comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior — Pimentel foi titular da pasta, entre 2011 e 2014, no governo Dilma Rousseff. Em troca, essas empresas seriam incluídas em políticas públicas ou conseguiriam obter empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


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