Em entrevista, responsáveis pelo Apple Music contam sobre polêmicas envolvendo artistas e o serviço

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Larry Jackson e Jimmy Iovine

O Apple Music recentemente ultrapassou a marca de 20 milhões de assinantes, conseguindo isso em apenas 17 meses. Mesmo com pouco tempo de existência, já houve diversas polêmicas envolvendo o serviço (e não parece que terminará por aqui). Falando um pouco sobre elas e outras questões, os responsáveis pelo Apple Music, Jimmy Iovine e Larry Jackson, conversaram com o The New York Times.

Ao serem perguntados sobre a grande “onda” de artistas de hip-hop e R&B, Jackson disse que isso foi algo que veio antes mesmo da chegada do serviço; ele defende que os artistas desses gêneros que estão no topo das paradas como Drake, Beyoncé, J. Cole, Frank Ocean e The Weeknd também são pop, de uma certa maneira: “Como isso não é pop? Você não ouve Frank Ocean ou J. Cole em rádios pop, mas o streaming tem inaugurado o que o novo pop é.”

Drake cantando em um show

Falando em Frank Ocean, ele foi um dos que estavam no centro de uma das grandes polêmicas. Depois de largar a sua gravadora (do grupo Universal Music) para produzir o álbum Blonde com a sua própria gravadora — e, inicialmente, exclusivo para o Apple Music —, a Universal acabou vetando todos os seus artistas de fazer acordo de exclusividade com qualquer serviço de streaming musical. Sobre isso, Iovine declarou que eles trabalhavam com Ocean e o próprio artista decidiria por onde lançaria sua música. “O que aconteceu com ele e a Universal é realmente entre ele e a Universal. Não tem nada a ver conosco. Nada.”, contou o executivo da Maçã.

Capa do álbum

O assunto pirataria veio à tona quando falou-se sobre exclusividade no serviço. Jackson admitiu já ter usado o BitTorrent uma ou duas vezes na vida, mas chamou a atenção para a “simplicidade e design” dos serviços de streaming em geral e como eles acabaram fazendo os downloads piratas uma “ideia menos atraente” — e até inconveniente.

Outra polêmica que rondou o Apple Music foi a do álbum The Life of Pablo, do cantor Kanye West. Ele, que havia assinado exclusividade com o TIDAL, acabou liberando o álbum para o serviço da Maçã algum tempo depois.

Quando perguntados se a Apple queria lançá-lo como exclusivo, Iovine disse que respeitou a decisão de fechar com o TIDAL — já que West e Jay Z são amigos — e achou até que isso aconteceria mais cedo. Jackson explicou que é amigo de West que Iovine e ele até visitaram o estúdio de gravação duas vezes para dar feedbacks enquanto o álbum era produzido. “Nem tudo tem a ver com negócios”, ele afirmou.

Kayne West

Ao ser perguntado se existe alguma “rixa” entre a Apple, o Spotify e o TIDAL, Iovine respondeu: “Nem um pouco. Somos concorrentes, sim. Mas não vai além disso, absolutamente não.”

Em se tratando do relacionamento criativo com os artistas, Jackson desabafa dizendo que se entristece ao ouvir ou ler afirmações de que suas transações são feitas de maneira “fria e insensível”. “O processo é muito mais colaborativo do que apenas ficar sentado em alguma torre de marfim fazendo contas”, ele relatou. Um exemplo citado por ele foi o da grande contribuição de Taylor Swift no comercial da esteira; ele disse que a ideia foi toda dela e trabalharam em cima disso junto do diretor.

A entrevista na íntegra pode ser conferida (em inglês) aqui.

Não há dúvidas de que a Apple escolheu a dedo (e certeiramente) as pessoas que iriam trabalhar em seu serviço de streaming. Muito mais do que software, as relações interpessoais de Jackson e Iovine, e o modo dos dois de lidar com o ramo com certeza contribuíram para o crescimento do Apple Music.

[via 9to5Mac]

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