A Nintendo não está disposta a permitir que Super Mario Run seja pirateado

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A Nintendo, a gente sabe considera suas propriedades intelectuais seus bens mais preciosos, mais do que seu próprio público (ela mesma disse isso). Com essa filosofia não surpreende que a companhia tenha demorado tanto para ceder às pressões e lançar títulos para o mercado mobile, não importa o quanto dinheiro entre: sob seu entendimento a pirataria desenfreada de seus assets não é uma opção, logo ela entrou no jogo seguindo com suas próprias regras.

Em entrevista ao site Mashable, Shigeru Miyamoto tirou algumas dúvidas sobre Super Mario Run, que chega nesta semana aos iGagdets e deu os motivos da Nintendo para blindar o game (nada muito diferente do esperado, na realidade).

O desenvolvedor respondeu algumas questões sobre desenvolvimento e obviamente se esquivou de dizer qualquer coisa além do permitido sobre o Nintendo Switch, mas ao ser questionado sobre o porquê de Super Mario Run ser um game “always online” que só funciona se conectado à internet o pai do Mario foi taxativo: a Nintendo tem uma preocupação especial com suas marcas e também com seu público (nessa ordem), e o game foi desenvolvido de forma a prover um ambiente seguro e ordeiro.

Miyamoto disse que a princípio o Story Mode do game, chamado World Tour foi pensado como uma parte stand-alone de Super Mario Run, entretanto como ele deveria se comunicar de acordo com os modos Toad Rally (de disputa com os amiguinhos) e Kingdom (de criação), esses obrigatoriamente exigindo conexão constante os desenvolvedores decidiram por fazer o mesmo com o modo principal também, para garantir a estabilidade do título como um todo. Dessa forma ou o game funciona ou não funciona, não há meio termo.

Ele deixou claro que quando diz “segurança” a Nintendo se refere ao combate à pirataria desenfreada, principalmente na plataforma Android. Miyamoto confirmou que esse foi o principal motivo que os levaram a priorizar a plataforma móvel da Apple e lançar Super Mario Run primeiro para o iOS, já na próxima quinta-feira. Ainda que o iPhone ou o iPad não sejam blindados, o sistema da maçã consegue ser menos propenso a espertinho principalmente pelo perfil dos usuários.

Adicionar a sincronização na nuvem via conta nos serviços da Nintendo (da mesma forma que Pokémon GO, que também é um game always online) é uma camada a mais de segurança, para evitar ao máximo que espertinhos baixem ilegalmente o game. A decisão da empresa em não lança-lo como um game free-to-play e cobrar US$ 9,99 pela experiência completa (Miyamoto falou sobre isso em outra entrevista) vai aumentar o desejo das pessoas em recorrer à Locadora, ainda mais no Android.

E é por isso que a versão para o robozinho do Google não tem data de lançamento prevista, não sairá a tempo das festas de fim de ano e nem há a certeza de que a plataforma receberá o game at all, por um único e simples motivo: a Nintendo ainda não descobriu uma forma realmente eficaz de impedir que Super Mario Run seja pirateado loucamente. A Niantic também não consegue banir os jogadores que usam versões piratas de Pokémon GO, embora fosse o desejo da Nintendo (mas como a IP não é 100% de propriedade dela, não há muito o que fazer nesse caso); não é uma tarefa simples e mesmo assim, a Big N não está nem um pouco disposta a ceder.

Portanto, embora seja um remédio amargo a Nintendo não vai abrir mão da conexão constante à internet de modo a não perder o controle de sua maior criação em plataformas móveis. Fazer o que…

Fonte: Mashable.

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