“O Último Tango em Paris” não é exceção; veja outros casos de abuso e violência nos bastidores

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Uma entrevista do diretor Bernardo Bertolucci, de “O Último Tango em Paris”, levou 3 anos para confirmar a denúncia de abuso sexual da atriz Maria Scheneider, parceira de Marlon Brando nas filmagens. Scheneider afirmou que se sentiu violada e humilhada com a cena da manteiga, uma das mais famosas e polêmicas da história do cinema. Com toda a razão. Na entrevista, Bertolucci afirma que ele e Brando planejaram a manteiga e a violência para que a atriz realmente se sentisse abusada, para além dos limites da arte e da interpretação.

O diretor também afirmou que se sentia culpado, mas não arrependido. Para ele, a intervenção foi necessária para dar credibilidade à cena, mesmo que às custas do sofrimento de Scheneider, que nunca se recuperou por completo do episódio. A revelação de Bertolucci não ameniza a violência sofrida pela atriz, que à época tinha 19 anos, tampouco o redime em meio a cineastas, diretores e outros profissionais que propõem o boicote à película.

O grande problema, porém, é que “O Último Tango em Paris” não se trata de um caso isolado, triste exceção em uma indústria que respeita e valoriza profissionais do sexo feminino. Casos de abuso, violência, desrespeito, ameaças, perseguição e humilhação entre as mulheres são mais comuns do que se imagina. Muitas sequer denunciam, por medo de aniquilar a própria carreira.

Separamos algumas histórias assustadoras que rolaram nos sets de grandes filmes. Veja abaixo:

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