Ativista indígena denuncia estado de exceção no MS

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Movimentos sociais
Daiara Tukano faz um apelo para divulgação de morte de indígenas e afirma que a região está a ponto de presenciar um massacre
Jornal GGN - Em um vídeo, compartilhado nas redes sociais, a ativista indígena Daiara Tukano faz um apelo para que a população e movimentos sociais se mobilizem contra uma ofensiva organizada por setores da segurança pública, atuando ao lado de fazendeiros, e que está aumentado o conflito nas terras indígenas no Mato Grosso do Sul.
Na gravação, de quase três minutos, Daiara se dirige emocionada aos movimentos sociais do MST, MTST, feministas, negros. "Peço ajuda para que nesse momento vocês possam ajudar também o movimento indígena porque estamos enfrentando um momento muito difícil. Agora, no Mato Grosso do Sul, se criou um estado de exceção, no molde da ditadura militar".
Segundo a ativista, a Força Nacional, a Polícia Militar, a Polícia Federal e a Polícia de Fronteira estão "atuando como milícias para o genocídio indígena a favor dos fazendeiros, os donos do agronegócio".
"Se vocês não abraçarem essa causa vocês não serão merecedores de suas bandeiras, porque nós somos os povos originários dessa terra", prosseguiu com lágrimas nos olhos. Pedindo qualquer tipo de ajuda, sobretudo a divulgação do ataque aos indígenas:
"Para que isso possa chegar à mídia internacional, que é o único jeito que a gente sempre conseguiu alguma pressão com relação ao governo brasileiro". Daiara acusa as milícias de matar indígenas, inclusive de atirar em bebês com balas de borracha. E termina afirmando que nas próximas semanas poderá haver um massacre na região.

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