A Petrobras e o Pré-sal: entre o curto e o longo prazo, por William Nozaki e Rodrigo Leão

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Petróleo e Gás

A Petrobras e o Pré-sal: entre o curto e o longo prazo

por William Nozaki

e Rodrigo Leão

Não é de hoje que as principais correntes teóricas da ciência econômica – clássica e heterodoxa – divergem quanto à dinâmica de funcionamento de uma economia capitalista. Em recente artigo veiculo pelo jornal Folha de São Paulo, Luiz Gonzaga Belluzzo e Pedro Paulo Zaluth Bastos expõem essas diferenças: “[A teoria neoclássica] herda a previsão feita por Adam Smith e radicalizada pelo modelo de equilíbrio geral que, mantidos livres em sua interação, os indivíduos alcançariam um equilíbrio estável e maximizador, orientados pelo sistema de preços para alocar recursos escassos. (...) Ao invés de reduzir a ação a um indivíduo representativo, [na teoria heterodoxa] os indivíduos são classificados e posicionados em uma estrutura que os divide como sujeitos sociais cuja harmonia não pode ser pressuposta: trabalhadores e capitalistas, empresários, banqueiros e rentistas. A estrutura é assimétrica pois certos indivíduos controlam a riqueza, mas é mutável e interage com as estratégias de organizações empresariais, classes e grupos sociais, Estados e sistemas econômicos nacionais que têm poder desigual e que não podem ser previstas”.

A partir dessas premissas, cada uma das teorias enxerga o horizonte temporal de modo completamente distinto: para a teoria neoclássica, se os agentes econômicos tiverem plena liberdade para realizar alocações de recursos, a economia tende ao equilíbrio no longo prazo, enquanto que para a teoria heterodoxa, a estrutura assimétrica e incerta da economia capitalista, num cenário de ausência de coordenação, pode gerar longos períodos de depressão econômica.

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