Crise das esquerdas: partidos versus movimentos sociais, por Aldo Fornazieri

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Categoria:

Crise

Crise das esquerdas: partidos versus movimentos sociais

por Aldo Fornazieri

Há um consenso amplo de que as esquerdas passam por uma crise generalizada e de múltiplos aspectos e que vem se agravando, particularmente na América Latina. O curioso em tudo isso é que as esquerdas se negam a olhar para si próprias, para os seus discursos, suas formas organizativas, suas formulações programáticas, suas estratégias. Ao contrário das melhores tradições das esquerdas do passado, preferem atribuir as causas dos seus fracassos aos outros, o que revela uma dupla impotência: a impotência para enfrentar os seus inimigos e a impotência de reconhecer que as suas práticas também são causas dos seus insucessos.

Um dos aspectos dessa crise diz respeito à cisão, ao divórcio, entre os partidos e os movimentos sociais, particularmente os movimentos sociais de características novas e que se estruturam em torno de novas temáticas que não as tradicionais, vinculadas às organizações sindicais e às lutas trabalhistas por direitos e melhores condições de trabalho. As lutas sindicais e trabalhistas se enfraqueceram, por várias razões. Uma delas se refere ao fato de que as mudanças tecnológicas reduziram o trabalho fabril. A mobilidade do capital físico, consequência das revoluções tecnológicas, enfraqueceram o poder de barganha, tanto dos sindicatos quanto do poder público ante o capital. O enfraquecimento e redução das bases sindicais tradicionais dissolveram parte da base social história dos partidos de esquerda, reduzindo sua potência mobizadora.

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