Gabigol é eleito o “Rey de América”, mas Bruno Henrique foi o favorito dos jornalistas brasileiros e do público

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Entre as distintas premiações individuais oferecidas ao final de cada ano, o “Rey de América” se coloca como a principal condecoração do continente. A eleição, realizada atualmente pelo jornal uruguaio El País, consulta jornalistas esportivos de diferentes países da América para apontar o craque da temporada. Sem muitas surpresas, o troféu ficará com Gabigol em 2019. A artilharia no Brasileirão e os gols decisivos na final da Libertadores certamente pesaram ao atacante do Flamengo, escolhido com 45% dos votos. Podem ser apontados atletas em atividade na América, independentemente da nacionalidade ou da liga – incluindo a Concacaf.

Ao todo, 372 jornalistas esportivos indicaram os nomes ao jornal El País. Gabigol recebeu 168 votos. Bruno Henrique, seu principal concorrente, ficou com 83 indicações. E o Flamengo ainda fechou o pódio, com as 40 cédulas a Giorgian De Arrascaeta. Nacho Fernández (25) e Enzo Pérez (21) apareceram na sequência, enquanto a Copa América impecável de Everton Cebolinha terminou um tanto esquecida, com apenas nove votos ao ponta. Os demais jogadores não passaram de 1%, com menção honrosa a Roque Santa Cruz, na sétima posição, com cinco votos.

Esta foi a quarta vez que o Flamengo conquista o Rey de América. Todas as anteriores foram faturadas por Zico, na época em que a eleição era realizada pelo diário venezuelano El Mundo. O Galinho de Quintino levou a melhor em 1977, 1981 e 1982. Apenas o River Plate possui mais troféus que os rubro-negros, oito no total. Boca Juniors e Internacional (com três vitórias de Don Elias Figueroa) também contam com quatro condecorações cada.

Durante a votação do Rey de América, o jornal também promoveu a eleição segmentada dos melhores futebolistas de 13 diferentes países do continente. Curiosamente, o escolhido como melhor jogador do Brasil em 2019 não foi Gabigol. Bruno Henrique ficou à frente do companheiro, conforme os 52 jornalistas brasileiros convidados ao pleito. Jorge Jesus ganhou como melhor treinador entre estes, enquanto o Flamengo foi a melhor equipe.

A eleição geral de melhor técnico da América, todavia, escapou do português. Marcelo Gallardo manteve sua primazia e recebeu 216 votos, contra 133 de Jorge Jesus. Os demais concorrentes sequer chegaram a dois dígitos, com Tite parando nos seis votos. Foi a segunda vez que Muñeco leva a honraria, após faturá-la em 2018. Carlos Bianchi é o maior vencedor, com cinco nomeações.

Já a seleção do ano acaba praticamente dividida entre Flamengo e River Plate. Everton Cebolinha é o único “intruso”. A escalação elegida pelos jornalistas foi a seguinte: Armani, Rafinha, Rodrigo Caio, Pinola, Filipe Luís; Enzo Pérez, Nacho Fernández; Everton, De Arrascaeta, Bruno Henrique; Gabigol. Gerson e Everton Ribeiro ainda foram os mais votados entre os que ficaram de fora. Entre os demais com pelo menos 50 indicações, apenas Esteban Andrada (Boca Juniors), Daniel Alves (São Paulo), Cristian Pellerano (Independiente del Valle) e Walter Kannemann (Grêmio) não defendem os finalistas da Libertadores.

Na eleição do público, com mais de 170 mil votos no total, Bruno Henrique ficou à frente de Gabigol como o Rey de América. O mineiro recebeu 35% dos cliques na enquete aberta pelo site Ovación – o suplemento esportivo do jornal El País. Gabigol recebeu 31% das indicações. Em terceiro, com 7%, Arrascaeta teve companhia de Pulga Rodríguez, maestro do Colón. Já no time ideal da internet, mais Flamengo x River. Gerson entrou na vaga de Enzo Pérez em relação à escalação dos jornalistas, enquanto Rafael Santos Borré suplantou Everton. Neste pleito, menção principal a Filipe Luís, que recebeu 83% dos votos, o mais dominante em sua posição.

Abaixo, a lista principal de votos do Rey de América:

– Gabriel Barbosa / Brasil / 168 votos (45%)
– Bruno Henrique / Brasil / 83 (22%)
– De Arrascaeta / Uruguai / 40 (11%)
– Ignacio Fernández / Argentina / 25 (8%)
– Enzo Pérez / Argentina / 21 (5%)
– Éverton Cebolinha / Brasil / 9 (2%)
– Roque Santa Cruz / Paraguai / 5 (1%)
– Nicolás De La Cruz / Uruguai / 4 (1%)
– Rafael Santos Borré / Colômbia / 3 (1%)
– Daniel Alves / Brasil / 2 (0.5%)
– Yeferson Soteldo / Venezuela / 2 (0.5%)
– Filipe Luis / Brasil / 1 (0.3%)
– Franco Armani / Argentina / 1 (0.3%)
– Carlos Vela / México / 1 (0.3%)
– Paolo Guerrero / Peru / 1 (0.3%)
– Jorge Pinos / Equador / 1 (0.3%)
– Germán Cano / Argentina / 1 (0.3%)
– Rodolfo Pizarro / Argentina / 1 (0.3%)
– Juan Fernando Quintero / Colômbia / 1 (0.3%)
– Franco Armani / Argentina / 1 (0.3%)
– André-Pierre Gignac / França / 1 (0.3%)

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