Filipe Martins diz que acordo comercial com os EUA deve sair ainda em 2019

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Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República, disse nesta 6ª feira (6.dez.2019) que o governo está “em situação de fazer do limão uma limonada”, referindo-se à decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar a tarifa de importação do alumínio e do aço do Brasil.

“A proposta foi exatamente essa: como a gente pode pegar essa questão do aço, do trigo, do etanol, todas as questões que estão pendentes, e tirar algo positivo disso? A gente vai sentar na mesa e vai lançar o acordo comercial. Esse é o estágio em que a gente está. Talvez até o final deste ano, já estamos em dezembro, mas nas próximas semanas será anunciado”, afirmou.


A declaração foi feita em entrevista ao programa Pânico, na Rádio Jovem Pan. Ainda de acordo com ele, se o acordo não for anunciado em 2019 “será porque o Trump prefere fazer isso vindo ao Brasil”. Assista à íntegra da entrevista:

O assessor de Bolsonaro disse que Trump age como 1 “negociador” e que esse movimento dele foi tomado em vista das eleições. Ele reforçou que o governo brasileiro tem “acesso muito facilitado” à Casa Branca e que “as coisas vão caminhar tranquilamente”.

“Do mesmo jeito que o Trump tem uma política de América primeiro, nós temos uma política de Brasil primeiro. Brasil acima de tudo”, concluiu.

“Gabinete do ódio”

Martins negou a alcunha dada à equipe de comunicação do Planalto e disse que não existe uma organização de militantes nas redes sociais para atacar inimigos do governo. “As pessoas querem criminalizar a defesa do governo e fazem isso através dessa narrativa de que qualquer coisa que se diga a favor do governo é dita por 1 grupo que controla milhões de robôs, de militantes, e de coisas desse tipo. É uma tremenda bobagem, é não entender como funciona a internet, como funcionam os fluxos de informação, que é uma coisa totalmente incontrolável”.

O assessor também rejeitou as informações de que ele e o escritor conservador Olavo de Carvalho teriam uma grande influência sobre as decisões de Bolsonaro, afirmando que o presidente costuma seguir seus instintos. “Evidentemente, ninguém controla ele, mas algumas pessoas influenciam porque estão lá para influenciar”, disse.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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