Uber relata quase 6 mil agressões sexuais durante as corridas em dois anos

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Relatório aponta que as viagens com graves problemas de segurança representam apenas 0,0003% do total de corridas realizadas em 2017 e 2018

O Uber informou ontem (5) ter recebido 5.981 denúncias de agressão sexual durante 2017 e 2018. A notícia chega em meio a reclamações e processos judiciais antigos de motoristas sobre a segurança dos passageiros.

Em um relatório de segurança pioneiro, a companhia informou que, das 3.045 agressões sexuais registradas em 2018, 235 foram contadas como estupro e 280 como tentativas de estupro. As demais foram listadas em categorias como beijo ou toque não consensual. A categoria com mais casos – 1.560 em 2018 – foi “toque não consensual de uma parte do corpo”, como boca ou genitais.

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Embora a maior parte dos relatos esteja relacionada aos passageiros, os motoristas também enfrentam perigos: 42% dos casos de agressão sexual foram informadas por condutores que alegaram contato não consensual. Por outro, os motoristas foram acusados de agressão sexual em 45% das ocorrências.

O Uber ainda informou que nove pessoas foram assassinadas em corridas durante 2018 contra 10 em 2017. E que 58 pessoas morreram em acidentes com veículos da empresa no ano passado. Em 2017 foram 49.

Apesar dos números, o relatório enfatiza que as viagens com graves problemas de segurança representam apenas 0,0003% do total de corridas realizadas em 2017 e 2018. Tony West, diretor jurídico da empresa de compartilhamento de transporte por aplicativo, disse em entrevista ao apresentador da “NBC” Lester Holt, que não está surpreso com os dados. “A violência sexual é muito mais difundida na sociedade do que eu acho que a maioria das pessoas imagina”.

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“Apenas jogando luz sobre essas questões poderemos começar a ter clareza a respeito de algo que atinge todos os níveis da sociedade. Ao ter dados concretos, seremos capazes de tornar cada viagem mais segura para motoristas e passageiros”, continuou em um post nas redes sociais.

O Uber foi criticado e processado por não se esforçar o suficiente para proteger os passageiros de agressão sexual durante as corridas. Ao longo dos anos, a empresa implementou recursos de segurança para solucionar o problema, como a verificação dos antecedentes dos motoristas anualmente, e não apenas quando eles ingressam. A empresa também adicionou um botão de emergência no aplicativo que permite que os passageiros liguem ou enviem mensagens para o 911. E disse, recentemente, que trabalharia com outras empresas do tipo para compartilhar os nomes dos motoristas banidos.

Em setembro, o Uber anunciou que começaria a lançar códigos PIN para ajudar a garantir que os passageiros entrem no carro correto. A informação veio depois que uma estudante da Universidade da Carolina do Sul foi morta depois de entrar em um veículo que ela achou que fosse do aplicativo. Se os passageiros tiverem códigos PIN ativados, o motorista não poderá iniciar a viagem até que eles forneçam a senha correta.

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