Ninguém está acima do bem ou do mal, diz Doria sobre menção a Bolsonaro

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta 4ª feira (30.out.2019) que “ninguém está acima do bem e do mal” e destacou que todos, inclusive o presidente da República, podem ser investigados pelo MP (Ministério Público) e pela Justiça. A declaração faz referência à menção a Jair Bolsonaro no inquérito que investiga o assassinato da ex-deputada Marielle Franco (Psol).


A informação repercutiu depois de ser veiculada no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite de 3ª feira (29.out.2019). Em uma live em sua conta no Facebook, Bolsonaro criticou a emissora. “Vocês apostaram em me derrubar no 1º ano e não conseguiram“, disse o presidente. Sobre a polêmica, Doria disse acreditar nos valores democráticos e de imprensa, e ainda defendeu a emissora.

“Eu acredito que a Rede Globo e outros veículos de comunicação fazem o seu papel investigativo e de informar a população”, explicou o tucano.

Apesar das declarações, o governador reforçou que investigações de qualquer natureza têm que ter respaldo legal, além de serem legítimas. Doria também declarou que é necessário ter equilíbrio, bom senso e respeito aos valores democráticos neste momento.

Prefeitura de São Paulo

Ainda em entrevista, João falou sobre a situação do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), recém-diagnosticado com câncer de estômago.

Questionado sobre se estudaria nomes para uma possível substituição de Covas para a disputa eleitoral de 2020, o governador rebateu que não há necessidade, pois “Bruno vai se recuperar“. “Não há plano B, só tem o plano Bruno Covas candidato à sua própria sucessão. Ele continuará administrando a cidade”, disse Doria.

Bolsonaro no caso Marielle

A menção ao presidente no caso Marielle surgiu em depoimento prestado à polícia pelo porteiro do condomínio na Barra da Tijuca, na zona sul do Rio de Janeiro, onde Bolsonaro e o policial militar reformado Ronnie Lessa têm casa. Ronnie é acusado de ser o autor dos disparos que mataram Marielle Franco.

O porteiro disse que, em 14 de março, dia em que Marielle foi assassinada, 1 dos envolvidos na morte da vereadora foi ao condomínio às 17h10 e disse que iria à casa de Bolsonaro, mas acabou indo até a casa do PM reformado.

De acordo com os registros de presença das Câmara dos Deputados, em 14 de março de 2018 Bolsonaro estava em Brasília e registrou presença em duas votações na Casa, às 14h e às 20h30.

O presidente fez transmissão ao vivo em sua conta no Facebook, na noite da 3ª feira (29.out), para criticar e rebater as informações da reportagem veiculadas pelo jornal.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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