Guedes critica sindicatos e diz que eram beneficiados pela ditadura

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O ministro Paulo Guedes afirmou nesta 2ª feira (12.ago.2019) que o sindicalismo “nasceu para assegurar seus próprios benefícios em mercados fechados”. O economista criticou a atuação dos sindicatos e afirmou que durante a ditadura militar, essas organizações e o governo eram parceiros.

“Sobrava [dinheiro] para o governo com bastante impostos, sobrava para as montadoras […] e sobrava também para os sindicalistas do ABC paulista que ganhavam 10, 12, 13 vezes mais que a média do trabalhador brasileiro porque se não pagasse eles iam para a porta da fábrica e ameaçavam quem quisesse trabalhar e quebravam tudo e brigavam com a polícia e aí, parecia que era coisa da ditadura. Não, a ditadura tava garantindo aqueles salários extraordinários para aquele grupo seleto de sindicalistas. Quem conhece a economia sabe quem era parceiro de verdade da ditadura militar”, afirmou durante a abertura do seminário “Declaração de Direitos de Liberdade Econômica” promovido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em Brasília (DF).


Sobre a atuação dos sindicatos hoje, crítica às medidas propostas pelo governo, Guedes disse que eles “têm que refletir muito sobre o que eles estão fazendo”. “Gente que nunca trabalhou em nome de representar 40 milhões de brasileiros desempregados, pessoas que nunca trabalharam querem ter gasolina no tanque todo dia. É justamente a gasolina que nós cortamos com aquela medidas de desconto compulsório na folha. Como se nós todos fôssemos obrigados a financiar grupos que querem atacar as medidas. Ué, organizem-se voluntariamente”, declarou.

O economista afirmou ainda que a MP (Medida Provisória) da Liberdade Econômica é uma das medidas que cumpre a promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro de “tirar o Estado do cangote brasileiro”. Disse ainda que o texto traz 3 grandes mensagens: o direito ao empreendedorismo, a limitação do que chamou de “abusos do governo” e o 3º estabilizar, garantir, assegurar a segurança jurídica de contratos”.

O ministro afirmou ainda que a melhora do cenário econômico não dependerá de apenas uma reforma, mas de uma “sequência” delas. Em seu conjunto, devem trazer uma “mudança conceitual” na relação entre o Estado brasileiro e as empresas, afirmou. Pediu também mais tempo para que o governo desenvolva este cenário de crescimento: “Em 5 [meses], 6 meses, o Brasil não está andando, culpa do novo governo. Dê 1 ano ou 2 de 1 governo, dê uma chance de 1 governo de 4 anos para a liberal democracia. Nos dêem chance de trabalhar também”, afirmou.

Questionado por jornalistas sobre o recuo de 0,13% no 2º trimestre deste ano, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), em comparação com os 3 primeiros meses de 2019, o ministro não comentou. Caso os dados de PIB (Produto Interno Bruto) a serem divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmem a queda, a economia terá entrado na chamada recessão técnica (2 trimestres consecutivos de retração).

ver Blog do Fernando Rodrigues
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