Lava Jato no Rio prende operador de Dario Messer

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A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu nesta 3ª feira (9.jul.2019) Mario Liebman, apontado como operador de Dario Messer, 1 dos maiores doleiros do país –ainda foragido.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, responsável pela Lava Jato no Rio. As informações são do portal G1.

Rafael Liebman, filho de Mario e é ex-genro de Dario Messer, também é alvo da ação.

Segundo as investigações, somente em umas das transações realizadas pelo esquema de lavagem de dinheiro do grupo, em uma sala comercial no Shopping Cassino Atlântico (Zona Sul do Rio) teriam sido feitos o pagamento de R$ 13 milhões.


Câmbio, Desligo

Em maio 2018, 30 pessoas suspeitas de movimentar R$ 1,6 bilhão em 52 países foram presas na operação “Câmbio, Desligo”.

Os doleiros alvos desta fase foram identificados depois que Vinicius Claret, conhecido como Juca, e Cláudio Fernando Barboza, chamado de Tony, fizeram colaborações premiadas. Segundo o pedido de prisão, os 4 alvos desta operação atuavam com Juca e Tony.

QUEM É DARIO MESSER

Dario Messer, apontado pela PF como o maior doleiro do Brasil, é ligado a diversos escândalos nacionais.

Foi investigado, assim como seu pai, Mordko Messer, pelo MP do Rio. Segundo a PF e o MPF, entre 1998 e 2003, ele teria enviado irregularmente ao exterior pelo menos US$ 1 bilhão. Teria lavado dinheiro para o PT e também em esquemas do ex-governador do RJ.

No episódio do mensalão, em 2005, o doleiro Antonio Oliveira Claramunt, mais conhecido como Toninho da Barcelona, disse que Messer recebia dólares do PT em uma offshore no Panamá e entregava ao partido o valor correspondente em reais no Banco Rural.

No caso SwissLeaks, acervo de dados do HSBC suíço, vazado em 2008 por 1 ex-funcionário do banco, seu nome também é citado.

Também é próximo do presidente do Paraguai, Horacio Cartes. De acordo com o jornal paraguaio ABC Color, em reportagem publicada em junho de 2017, o doleiro é tido “como 1 irmão para Cartes.” Quando teve a prisão decretada no Brasil, ele fugiu para o Paraguai e teria tido apoio de pessoas ligadas ao presidente paraguaio.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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