As imigrantes self-made mais ricas dos EUA

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Forbes/Getty Images
Do Canadá à Coreia do Sul, são representantes de 14 países diferentes em quatro continentes

Resumo:

  • Os EUA continuam a servir como um farol para figuras femininas ambiciosas que querem transformar indústrias;
  • Rihanna é a cantora mais rica do mundo. A artista não apenas abalou o meio da música, como também se tornou um ícone da beleza e da moda;
  • Thai Lee é a mais bem-sucedida imigrante no país, com um patrimônio líquido de US$ 3 bilhões.

Todos os anos, milhares de pessoas migram para os Estados Unidos na esperança de um futuro melhor. A história de Robyn Rihanna Fenty começou da mesma maneira. Há mais de uma década, ela deixou seu país natal, Barbados, e um pai que tinha problemas com o vício para lançar sua carreira musical. A jornada começou com a ajuda do colega músico (e agora bilionário) Jay-Z, que ouviu uma demo de uma de suas canções. Desde então, a artista não apenas abalou a indústria da música, como também se tornou um ícone da beleza e da moda.

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Com base em sua fama e experiências como mulher negra, Rihanna lançou a marca de maquiagem Fenty em parceria com o império de luxo LVMH no final de 2017. A linha, que inclui tons de maquiagem para uma ampla gama de cores de pele, registrou estimados US$ 570 milhões em vendas no ano passado. Ainda em 2018, ela iniciou a linha de lingerie Savage X Fenty com a empresa de moda online TechStyle Fashion Group, de Los Angeles. Essa foi apenas a primeira de suas incursões no design de roupas. No mês passado, Rihanna e a LVMH anunciaram uma nova linha de moda de luxo: a Fenty, com sede em Paris. Ela é a primeira mulher negra a liderar uma grande grife de luxo.

Principalmente graças a seus empreendimentos fora da música, Rihanna tem um patrimônio estimado de US$ 600 milhões, segundo a Forbes. Ela estreia como uma das 19 imigrantes na edição 2019 da lista das Mulheres Self-Made Mais Ricas dos EUA, que possui 80 integrantes. Duas outras recém-chegadas ao ranking também nasceram fora dos EUA: Ashley Chen, de Taiwan, e Neha Narkhede, da Índia. Mas elas vêm de todo o mundo – do Canadá à Coreia do Sul, são representantes de 14 países diferentes em quatro continentes. Nove delas são de países asiáticos. Juntas, compõem quase um quarto das mulheres da lista e detêm cerca de US$ 18,4 bilhões, ou 23% do total.

Este é o quinto ano em que a Forbes celebra as mulheres norte-americanas mais bem-sucedidas. Os EUA continuam a servir como um farol para figuras femininas ambiciosas que querem transformar indústrias, seja no varejo, defesa ou outros segmentos. Apesar da repressão do governo federal à imigração, as mulheres imigrantes de maior sucesso do país continuam incorporando o poder do sonho americano.

Thai Lee, que é a mais bem-sucedida imigrante no país, viveu esse sonho e trabalhou muito ao longo do caminho. Original de Bangcoc, cresceu na Coreia do Sul, mas mudou-se para os EUA, onde, com a irmã mais velha, morava com um amigo da família e frequentava o ensino médio em Amherst, Massachusetts. Mais tarde, Thai estudou economia e biologia no Amherst College e recebeu seu MBA da Harvard Business School em 1985. Ela trabalhou em empresas norte-americanas como Procter & Gamble e American Express por quatro anos, mas, em 1989, ela e seu marido compraram um revendedor de software por menos de US$ 1 milhão. Eles o renomearam de SHI International, e hoje atendem clientes como Boeing e Johnson & Johnson, com vendas de US$ 10 bilhões em 2018.

A chinesa Weili Dai, a cofundadora da Panda Express Peggy Cherng e a bilionária turca-americana Eren Ozmen, que cresceu em Diyarbakir – uma cidade na Turquia perto da fronteira com a Síria -, também se mudaram para os EUA em busca de uma educação melhor. Eren vendia o doce baclava e trabalhava como zeladora na empresa aeroespacial e de defesa de Sierra Nevada para se sustentar, enquanto frequentava a escola de negócios na Universidade de Nevada, em Reno. Hoje, ela é a presidente e proprietária majoritária da Sierra Nevada, que acumulou US$ 1,9 bilhão em vendas em 2018 e conta com a NASA como um de seus clientes. “Olhe para os Estados Unidos e o que as mulheres podem fazer aqui em comparação com o resto do mundo. É por isso que sentimos que temos um legado a deixar”, disse ela à Forbes em 2018.

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Outras mulheres foram ao país em busca de uma vida melhor e de mais oportunidades. A magnata da maquiagem Anastasia Soare migrou da Romênia para Los Angeles em 1989 e conseguiu um emprego em um salão de beleza. Três anos depois, saiu para iniciar seu próprio negócio e, em 2000, lançou sua linha de produtos para sobrancelhas, Anastasia Beverly Hills – hoje avaliada em mais de US$ 3 bilhões. A cofundadora da Forever 21 Jin Sook Chang seguiu um caminho semelhante: ela e o marido foram da Coreia do Sul para os EUA em 1981. Jin trabalhou como cabeleireira por três anos e o marido tinha três empregos. O casal usou US$ 11 mil que economizou para abrir uma loja de roupas de 80 metros quadrados em Los Angeles. Agora, a Forever 21 tem mais de 815 unidades e uma receita anual estimada em US$ 3,4 bilhões.

Outra indústria na qual as mulheres imigrantes deixam sua marca é a de tecnologia. Vinte empreendedoras na lista da Forbes construíram suas fortunas, incluindo sete imigrantes, nessa área. Uma delas é a co-CEO da Oracle, Safra Catz. Originalmente de Israel, Safra se juntou à gigante do software em 1999. Embora não seja uma fundadora, ela supervisionou mais de 130 aquisições no valor de US$ 60 bilhões e se tornou uma das CEOs mais bem pagas do país. Apenas em 2017, a Oracle a remunerou com US$ 135 milhões em dinheiro e ações, o que fez com que Safra fosse incluída na edição 2019 do ranking dos bilionários do mundo.

Veja, a seguir, as imigrantes self-made mais ricas dos EUA:

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