Ruth Ginsburg, a juíza americana de 86 anos que virou ícone da juventude

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Bruxa. Malfeitora. Monstro. Antiamericana. Essas foram algumas das palavras usadas por políticos e magistrados estadunidenses —entre eles o atual presidente, Donald Trump— ao longo dos anos para descrever Ruth Bader Ginsburg, advogada que tornou-se a segunda juíza na história a ocupar uma cadeira na Suprema Corte dos Estados Unidos, posto que mantém até hoje, aos 86 anos. Em 2015, a figura —o cabelo preso em um pequeno rabo de cavalo na nuca, grandes óculos e golas de renda ou de cores brilhantes sobre a toga— e o discurso dessa defensora dos direitos das mulheres viralizaram, transformando-a em ícone millennial. Sua popularidade e sua trajetória, estampada em xícaras, bolsas, camisetas e até tatuada nos braços dos jovens, motivaram as cineastas Betsy West e Julie Cohen a realizar o documentário A Juíza, em cartaz nos cinemas brasileiros. Um contraste com a hostilidade atual aos juízes da Suprema Corte do Brasil.

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