Deputados ficam obcecados por selfies e posts na redes sociais durante votação

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Os deputados federais votaram nesta 4ª feira (22.mai.2019) uma das medidas provisórias mais relevantes do ano: a 870, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios.

A MP 870 também retirou do ministro Sergio Moro (Justiça) o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que ficou com o ministro Paulo Guedes (Economia). E o que faziam os deputados? Durante a votação, muitos políticos ficavam falando sozinhos e olhando para o celular, gravando lives ou fazendo selfies.

O deputado Filipe Barros (PSL-PR) chegou a subir para falar na tribuna filmando o próprio discurso. Estava acompanhado de diversos colegas que faziam o mesmo e não tiravam o olho da tela.

A maior parte aproveitou o momento para criticar o grupo de deputados que se manifestou pela retirada do Coaf do Ministério da Justiça. O grupo foi derrotado por 228 a 210 na votação e a Câmara decidiu que o Coaf deve voltar ao Ministério da Economia, como era a configuração antes do início do governo Jair Bolsonaro.

Fotos de Sérgio Lima para o Poder360 registram muitos desses momentos:

Centrão foi decisivo na votação

A votação do texto base aconteceu de maneira simbólica, ou seja, sem o registro dos votos dos deputados. Mas, na votação que jogou o Coaf para a Economia, o Planalto perdeu por 228 a 210. A mudança foi feita com o aval do Centrão na comissão especial que analisou a MP.

O texto agora segue para análise do Senado. A matéria precisa ser aprovada pelo Congresso até o dia 3 de junho, quando perde validade.

A votação foi possível porque o Centrão cedeu e concordou em dar prioridade para a MP. Além disso, a oposição optou por não fazer obstrução – tentativa de postergar a análise de projetos. Como na votação da reforma tributária na CCJ nesta 4ª, apenas o Psol foi contrário à MP.

A oposição votou separadamente pela recriação dos Ministérios da Cultura e do Trabalho, sem sucesso.

O restante da oposição encaminhou voto favorável à manutenção dos atuais 22 Ministérios – e não o retorno de 29, como na gestão Temer. A estratégia foi buscar derrotar o governo na votação de trechos específicos, como o referente ao Coaf.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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