Apple quer limitar o rastreio de usuários por anúncios online

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A Apple divulgou hoje um relatório na página do WebKit (motor de desenvolvimento do Safari) sobre um novo recurso que a empresa vem testando para limitar a invasão de anúncios na web sem eliminá-los definitivamente: a Privacy Preserving Ad Click Attribution (algo como “Preservação de Privacidade Preservando o Anúncio”, em tradução livre).

O nome, apesar de complicado, tem uma função bem simples; em suma, a ferramenta tem o objetivo de eliminar o fator de identificação que geralmente os anúncios online possuem. Ou seja, a Apple não pretende acabar com os anúncios (afinal, a web permanece majoritariamente gratuita graças a eles), mas sim evitar que as empresas por trás dessas propagandas acessem informações de usuários.

Ao remover a possibilidade de identificação da equação, a Apple afirma que sua nova tecnologia poderá ajudar a preservar a privacidade do usuário sem reduzir a eficácia das campanhas publicitárias na web, pois a Maçã acredita que os anúncios não precisam compartilhar o que você comprou em uma loja online com mais ninguém — essas empresas só precisam saber que alguém clicou em um anúncio em um site e comprou algo em outro.

Com base nisso, a Apple divulgou quatro fundamentos sobre o funcionamento da ferramenta: em primeiro lugar, ninguém deve ser identificável com base no clique em um anúncio.

Para tanto, a Maçã pretende inibir todo e qualquer tipo de recurso usado pelos anúncios para identificar o usuário (mesmo que ele não tenha clicado na propaganda), incluindo o uso de imagens de rastreamento (pixels que carregam cookies e facilitam a criação de um “perfil” do usuário em diversos sites).

A prática atual de atribuição de último clique em anúncios não tem limite prático para os bits de dados [coletados], o que permite o acompanhamento total entre sites de usuários que usam cookies. Mas, mantendo a entropia de atribuição dos dados baixa o suficiente, acreditamos que os relatórios podem ser feitos de uma forma que preserve a privacidade.

Além disso, somente o site onde o anúncio foi clicado terá permissão para “medir” a eficácia daquela publicidade, eliminando o envio de dados para terceiros. Com relação a isso — e em terceiro lugar —, o Safari atrasará o envio das informações sobre o desempenho de anúncios (como quando alguém se inscreve em um site ou compra algo) em até 48 horas, de forma a ocultar ainda mais a atividade do usuário.

Por fim, a Apple explicou que é possível limitar a quantidade de dados que os anunciantes conseguem acessar a nível do navegador, sem a necessidade de instalação de softwares ou plugins de terceiros.

A Apple deverá implementar o recurso oficialmente no Safari ainda neste ano, mas ela não quer fazer isso sozinha; de acordo com o TechCrunch, a gigante de Cupertino propôs que a tecnologia seja adotada por padrão pelo World Wide Web Consortium (W3C), na esperança de que outros desenvolvedores aproveitem a tecnologia para tornar a web mais segura.

Como relembrou o TC, nem sempre novos padrões para a web decolam. Em 2011, o protocolo Do Not Track (criado pela Mozilla) foi, inicialmente, adotado por alguns dos principais navegadores, incluindo o Safari, mas após várias controvérsias a ferramenta a qual impedia que usuários fossem rastreados não foi, de fato, um sucesso.

Para que o PPACA ganhe uma boa adesão, a Apple também está apostando no uso da ferramenta por usuários que desejam navegar com mais segurança na web. Até o lançamento do recurso, certamente a Maçã também equilibrará a divulgação dele com as preocupações de anunciantes que não querem ser negativamente afetados pela “novidade”.

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